terça-feira, 13 de outubro de 2009

Quem é Leo Buscaglia?

Felice Leonardo Buscaglia (31 de março de 1924 - 12 de junho de 1998).
Foi professor e escritor
ítalo-americano, que ministrou aulas na Universidade do Sul da Califórnia - EUA, tendo sido autor de artigos para o New York Times sobre assuntos relacionados ao amor e sobre o humano. E também foi idealizador de um curso sobre Amor na própria universidade:
"Ao que eu saiba, somos a única escola do país, e talvez no mundo, que tem uma disciplina chamada "Amor, 1 A", e eu o único professor bastante louco a ponto de ensiná-la".

Leo Buscaglia foi um dos maiores escritores acerca do Amor dos últimos tempos. Seus livros mudaram a maneira como muitas pessoas viam o Amor, sempre exaltando as idéias de se viver o momento, expressar o amor que se sente por alguém e não criar expectativas. Seu primeiro livro, "Amor", foi publicado em 1972. Seguiu-se, depois de Leo Buscaglia, a onda da "Auto-Ajuda", com diversos autores em vários países, todos copiando e imitando o estilo de Leo, o precursor de tudo isso. Criou, antes de morrer, a ONG Felice, dedicada à ajuda aos carentes em todo o mundo. Por uma estranha coincidência do Destino, faleceu aos 74 anos no dia
12 de junho de 1998 (dia dos Namorados no Brasil); de ataque cardíaco enquanto dormia em sua casa no lago Tahoe, California. Esteve uma vez no Brasil, em 1995, onde deu uma série de palestras.


"OS RISCOS TÊM DE SER CORRIDOS, POIS O MAIOR RISCO NA VIDA É NÃO ARRISCAR NADA. A PESSOA QUE NÃO ARRISCA NADA. NÃO FAZ NADA, NÃO TEM NADA, NÃO É NADA E NÃO SE TORNA COISA ALGUMA. PODE EVITAR O SOFRIMENTO E A TRISTEZA, MAS NÃO PODE APRENDER, SENTIR, MODIFICAR-SE, CRESCER, AMAR E VIVER. ACORRENTADO POR SUAS CERTEZAS, É UM ESCRAVO. FOI PRIVADO DO DIREITO DE SUA LIBERDADE. SOMENTE A PESSOA QUE ARRISCA É VERDADEIRAMENTE LIVRE."


LEO BUSCAGLIA, Vivendo, Amando e Aprendendo



LIVROS:

  • AMANDO UNS AOS OUTROS (Espiritualidade )

  • AMOR (Espiritualidade)

  • AMOR DE NATAL (Infantil e Juvenil - Infantil)

  • ASSUMINDO A SUA PERSONALIDADE (Espiritualidade)

  • O CAMINHO DO TOURO (Espiritualidade)

  • OS DEFICIENTES E SEUS PAIS (Ciências - Educação)

  • A HISTÓRIA DE UMA FOLHA (Infantil e Juvenil - Juvenil)

  • NASCIDO PARA AMAR (Espiritualidade)

  • PAPAI, MEU AMIGO (Negócios - Motivação)

  • O PARAÍSO FICA PERTO (Espiritualidade)

  • O PRESENTE DE TINO (Infantil e Juvenil - Infantil)

  • VIVENDO, AMANDO E APRENDENDO (Espiritualidade)
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

Confira também:
www.pensador.info/autor/Leo_Buscaglia/
http://www.buscaglia.com/








TENTAR

Tentar é arriscar-se ao fracasso.Mas os riscos têm de ser corridos, pois o maior perigo na vida é não arriscar nada.

A pessoa que não arrisca nada não faz nada,não tem nada e não é nada.
Pode evitar o sofrimento e o pesar, mas não pode aprender, sentir, mudar, crescer, viver, amar.

Acorrentado por suas certezas é um escravo. Sacrificou seu maior predicado, que é a sua liberdade individual. Só a pessoa que é livre arrisca. Para arriscar é necessário ser livre.

Manter-se escondido, prender-se devido a idéias castradoras é morrer. Não deixe que isto aconteça. A sua maior responsabilidade é tornar-se tudo aquilo que você pode ser, não só em seu benefício, mas de todos.

Leo Buscaglia

Obs: Sugestão para uma abertura ou "fechadura" de uma aula. (BP)

Publicado originalmente no FÁBRICA DE PENSADORES em 13.10.08

Quem é Carlos Drummond de Andrade?

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) foi um poeta, contista e cronista brasileiro.

Biografia:
Nasceu em Minas Gerais, em uma cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra, Itabira. Posteriormente, foi estudar em Belo Horizonte e Nova Friburgo. Formado em farmácia, com Emílio Moura e outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil. Durante a maior parte da vida foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguido até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua única filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas.


Drummond e o Modernismo brasileiro:
Drummond, como os modernistas, proclama a liberdade das palavras, uma libertação do idioma que autoriza modelação poética à margem das convenções usuais. Segue a libertação proposta por Mário de Andrade; com a instituição do verso livre, acentua-se a libertação do ritmo, mostrando que este não depende de um metro fixo (impulso rítmico). Se dividirmos o Modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Mário de Andrade.

A poesia de Drummond:
Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar depois das estréias modernistas, não se está querendo dizer que Drummond seja um modernista. De fato herda a liberdade lingüística, o verso livre, o metro livre, as temáticas cotidianas. Mas vai além. "A obra de Drummond alcança — como Fernando Pessoa ou Jorge de Lima, Herberto Helder ou Murilo Mendes — um coeficiente de solidão, que o desprende do próprio solo da História, levando o leitor a uma atitude livre de referências, ou de marcas ideológicas, ou prospectivas", afirma Alfredo Bosi (1994).
Affonso Romano de Sant'ana costuma estabelecer que a poesia de Carlos Drummond a partir da dialética “eu x mundo”, desdobrando-se em três atitudes:

Eu maior que o mundo — marcada pela poesia irônica
Eu menor que o mundo — marcada pela poesia social
Eu igual ao mundo — abrange a poesia metafísica

Sobre a poesia política, algo incipiente até então, deve-se notar o contexto em que Drummond escreve. A civilização que se forma a partir da Guerra Fria está fortemente amarrada ao neocapitalismo, à tecnocracia, às ditaduras de toda sorte, e ressoou dura e secamente no eu artístico do último Drummond, que volta, com freqüência, à aridez desenganada dos primeiros versos: A poesia é incomunicável / Fique quieto no seu canto. / Não ame. No final da década de 1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu último livro.


Temas típicos da poesia de Drummond:
O Indivíduo: "um eu todo retorcido". o indivíduo na poesia de Drummond é complicado, torturado, estilhaçado.
A Terra Natal: a relação com o lugar de origem, que o indivíduo deixa para se formar.
A Família: O indivíduo interroga, sem alegria e sem sentimentalismo, a estranha realidade familiar, a família que existe nele próprio.
Os Amigos: "cantar de amigos", (título que parafraseia com as Cantigas de Amigo). Homenagens a figuras que o poeta admira, próximas ou distantes, de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, de Machado de Assis a Charles Chaplin.
O Choque Social:O espaço social onde se expressa o indivíduo e as suas limitações face aos outros.
O Amor: Nada romântico ou sentimental, o amor em Drummond é uma amarga forma de conhecimento dos outros e de si próprio
A Poesia: O fazer poético aparece como reflexão ao longo da sua poesia.
Exercícios lúdicos, ou poemas-piada. Jogos com palavras, por vezes de aparente inocência naïf.
A Existência: a questão de estar-no-mundo...
Obra literária:
Poesia:
  • Alguma Poesia (1930)

  • Brejo das Almas (1934)

  • Sentimento do Mundo (1940)

  • José (1942)

  • A Rosa do Povo (1945)

  • Claro Enigma (1951)

  • Fazendeiro do ar (1954)

  • Quadrilha (1954)

  • Viola de Bolso (1955)

  • Lição de Coisas (1964)

  • Boitempo (1968)

  • A falta que ama (1968)

  • Nudez (1968)

  • As Impurezas do Branco (1973)

  • Menino Antigo (Boitempo II) (1973)

  • A Visita (1977)

  • Discurso de Primavera (1977)

  • Algumas Sombras (1977)

  • O marginal clorindo gato (1978)

  • Esquecer para Lembrar (Boitempo III) (1979)

  • A Paixão Medida (1980)

  • Caso do Vestido (1983)

  • Corpo (1984)

  • Amar se aprende amando (1985)

  • Poesia Errante (1988)

  • O Amor Natural (1992)

  • Farewell (1996)

  • Os ombros suportam o mundo

  • Futebol a arte (1970)


Antologia poética:
  • A última pedra no meu caminho (1950)

  • 50 poemas escolhidos pelo autor (1956)

  • Antologia Poética (1962)

  • Antologia Poética (1965)

  • Seleta em Prosa e Verso (1971)

  • Amor, Amores (1975)

  • Carmina drummondiana (1982)

  • Boitempo I e Boitempo II (1987)

  • Minha morte (1987)

Infantis:
  • O Elefante (1983)

  • História de dois amores (1985)

  • O pintinho (1988)
    Prosa:
  • Confissões de Minas (1944)

  • Contos de Aprendiz (1951)

  • Passeios na Ilha (1952)

  • Fala, amendoeira (1957)

  • A bolsa & a vida (1962)

  • Cadeira de balanço (1966)

  • Caminhos de João Brandão (1970)

  • O poder ultrajovem e mais 79 textos em prosa e verso (1972)

  • De notícias & não-notícias faz-se a crônica (1974)

  • Os dias lindos (1977)

  • 70 historinhas (1978)

  • Contos plausíveis (1981)

  • Boca de luar (1984)

  • O observador no escritório (1985)

  • Tempo vida poesia (1986)

  • Moça deitada na grama (1987)

  • O avesso das coisas (1988)

  • Auto-retrato e outras crônicas (1989)

  • As histórias das muralhas (1989)
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre
Vale a pena conferir:
www.releituras.com
http://www.calosdrummond.com.br/
www.pensador.info/autor/Carlos_Drummond_de_Andrade/

A VERDADE

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os dois meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram a um lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em duas metades,
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
As duas eram totalmente belas.
Mas carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.


Carlos Drumond de Andrade

Obs: Sugestão para uma abertura ou "fechadura" de uma aula. (BP)

Publicado originalmente no FÁBRICA DE PENSADORES em 13.10.08

sábado, 10 de outubro de 2009

Quem foi Malba Tahan?


Júlio César de Melo e Sousa (Rio de Janeiro, 6 de maio de 1895 — Recife, 18 de junho de 1974), mais conhecido pelo heterônimo de Malba Tahan (Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan), foi um escritor e matemático brasileiro. Através de seus romances foi um dos maiores divulgadores da matemática no Brasil.Ele é famoso no Brasil e no exterior por seus livros de recreação matemática e fábulas e lendas passadas no Oriente, muitas delas publicadas sob o heterônimo/pseudônimo de Malba Tahan. Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, é uma coleção de problemas e curiosidades matemáticas apresentada sob a forma de narrativa das aventuras de um calculista persa à maneira dos contos de Mil e Uma Noites. Monteiro Lobato classificou-a como: “... obra que ficará a salvo das vassouradas do Tempo como a melhor expressão do binômio ‘ciência-imaginação.’” Júlio César, como professor de matemática, destacou-se por ser um acerbo crítico das estruturas ultrapassadas de ensino. “O professor de Matemática em geral é um sádico. — Denunciava ele. — Ele sente prazer em complicar tudo.” Com concepções muito a frente de seu tempo, somente nos dias de hoje Júlio César começa a ter o reconhecimento de sua importância como educador. Em 2004 foi fundado em Queluz - terra onde o escritor passou sua infância - o Instituto Malba Tahan, com o objetivo de fomentar, resgatar e preservar a memória e o legado de Júlio César. Em homenagem a Malba Tahan, o dia de seu nascimento – 6 de maio – foi decretado Dia da Matemática pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.Biografia:

Juventude:Júlio César nasceu na cidade do Rio de Janeiro, mas viveu quase toda a infância na cidade paulista de Queluz. Seu pai João de Deus de Melo e Sousa e sua mãe Carolina Carlos de Melo e Sousa tinham uma renda familiar apenas suficiente para criar os oito filhos do casal. Quando criança, já dava mostras de sua personalidade original e imaginativa. Gostava de criar sapos (chegou a ter 50 deles no quintal de sua casa) e já escrevia histórias com personagens de nomes absurdos como Mardukbarian, Protocholóski ou Orônsio. Em 1905, retornou ao Rio de Janeiro para estudar. Cursou o Colégio Militar e o Colégio Pedro II. A partir de 1913, passou a freqüentar o curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica.

A carreira de escritor:
Em 1918, Júlio César passou a colaborar no jornal O Imparcial, onde publicou seus primeiros contos com o pseudônimo R. S. Slade. Nos anos seguintes, o jovem escritor estudou a fundo todos os aspectos da cultura árabe e da oriental. Em 1925, propôs a Irineu Marinho, dono do jornal carioca A Noite, uma série de “contos de mil e uma noites”. Surgia aí o escritor fictício Malba Tahan, que assinava os contos que foram publicados com comentários do igualmente fictício Prof. Breno de Alencar Bianco. Seu pseudônimo tornou-se tão famoso que o então Presidente Getúlio Vargas concedeu uma permissão para que o nome aparecesse estampado em sua carteira de identidade. Até o fim da vida, Júlio César escreveu e publicou livros de ficção, recreação e curiosidades matemáticas, didáticos e sobre educação, com seu nome verdadeiro ou com o ilustre pseudônimo.


A carreira de professor:Paralelamente à carreira de escritor, Júlio César dedicou-se ao magistério. Graduou-se como engenheiro civil na Escola Politécnica e como professor na Escola Normal. Deu aulas no Colégio Pedro II e na Escola Normal, lecionando diversas matérias como história, geografia e física, até se fixar no ensino de matemática. Ensinou também no Instituto de Educação e na Escola Nacional de Educação. Além das aulas, Júlio César proferiu mais de 2000 palestras por todo o Brasil e em algumas localidades do exterior. Ficou célebre por sua técnica de contação de histórias e por sua atuação inovadora como professor. Suas aulas eram agitadas e interessantes, sempre repletas de curiosidades que atraiam a atenção dos estudantes.


Outras atividades:
Júlio César foi uma enérgico militante pela causa dos hanseníacos. Por mais de 10 anos editou a revista Damião, que combatia o preconceito e apoiava a humanização do tratamento e a reincorporação dos ex-enfermos à vida social. Deixou, em seu testamento, uma mensagem de apoio aos hanseníacos para ser lida em seu funeral.

Falecimento:
Júlio César faleceu a 18 de junho de 1974 de ataque cardíaco em seu quarto de hotel, após uma palestra proferida no Recife. Deixou uma série de instruções para seu sepultamento: além da mensagem que devia ser lida, exigiu caixão de terceira classe, flores anônimas, nada de coroas, nada de luto nem discursos.

Biografia de Malba Tahan:
Ao criar seu pseudônimo, Júlio César criou também um personagem: Malba Tahan. Este escritor, cujo nome completo seria Ali Yezid Izz-Eddin Ibn Salim Hank Malba Tahan, teria nascido na aldeia de Muzalit, próximo a Meca, a 6 de maio de 1885. Teria feito seus estudos no Cairo (Egito) e Istambul (Turquia). Após a morte de seu pai, teria recebido vultosa herança e viajado pela China, Japão, Rússia e Índia, onde teria observado e aprendido os costumes e lendas desses povos. Teria estado, por um tempo, vivendo no Brasil. Teria morrido em batalha em 1921 na Arábia Central, lutando pela liberdade de uma minoria local. Seus livros teriam sido escritos originalmente em árabe e traduzidos para o português pelo também fictício Professor Breno Alencar Bianco.

Obra:
Júlio César escreveu ao longo de sua vida cerca de 120 livros de matemática recreativa, didática da matemática, história da matemática e ficção infanto-juvenil, tendo publicado com seu nome verdadeiro ou sob pseudônimo. Abaixo, uma lista de seus títulos mais relevantes:
  • Contos de Malba Tahan (contos)

  • Amor de Beduíno (contos)

  • Lendas do Deserto (contos)

  • Lendas do Oásis (contos)

  • Lendas do Céu e da Terra (contos)

  • Maktub! (contos)

  • Minha Vida Querida (contos)

  • O Homem que Calculava (romance)

  • Matemática Divertida e Delirante (recreação matemática)

  • A Arte de Ler e Contar Histórias (educação)

  • Aventuras do Rei Baribê (romance)

  • A Sombra do Arco-Íris (romance)

  • A Caixa do Futuro (romance)

  • O Céu de Allah (contos)

  • Lendas do Povo de Deus (contos)

  • Mil Histórias Sem Fim (contos)

  • Matemática Divertida e Curiosa (recreação matemática)

  • Novas Lendas Orientais (contos)

  • Salim, o Mágico (romance)

  • Diabruras da Matemática (recreação matemática)
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

SINCERAMENTE, "SINE-CERA"

Sincera é uma palavra doce e confiável.
Sincera é uma palavra que acolhe…e essa é uma palavra que deveria estar no vocabulário de toda alma.
Sinc
era foi uma palavra inventada pelos romanos.
Sincero vem do velho, do velhíssimo latim…
Eis a poética viagem que fez sincero de Roma até aqui:
Os romanos fabricavam certos vasos de uma cera especial.
Essa cera era às vezes tão pura e perfeita, que os vasos se tornavam trasparentes.
Em alguns casos, chegava-se a se distinquir um objeto,um colar, uma pulseira ou um dado,que estivesse colocado no interior do vaso.
Para o vaso, assim fino e límpido, dizia o romano vaidoso:
- Como é lindo!!! Parece até que não tem cera!!!
“Sine-cera” queria dizer “sem cera”
uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes, e da antiga cerâmica romana, o vocábulo passou ater um significado muito mais elevado.
Sincero, é aquele que é franco,
leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações.
O sincero, a semelhança do vaso,
deixa ver através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração.

Malba Tahan

Obs: Sugestão para uma abertura ou "fechadura" de uma aula. (BP)

Publicado originalmente no FÁBRICA DE PENSADORES em 10.10.08

Quem é Antônio Francisco?

Antônio Francisco Teixeira de Melo (Mossoró, 21 de outubro de 1949) é um cordelista potiguar.


Biografia:
É filho de Francisco Petronilo de Melo e Pêdra Teixeira de Melo. Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Poeta popular, cordelista, xilógrafo e compositor, ainda confecciona placas. Aos 46 anos, muito tardiamente, começou sua carreira literária, já que era dedicado ao esporte, fazia muitas viagens de bicicleta pelo Nordeste e não tinha tempo para outras atividades. Muitos de seus poemas já são alvo de estudo de vários compositores do Rio Grande do Norte e de outros estados brasileiros, interessados na grande musicalidade que possuem. Em 15 de Maio de 2006, tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, na cadeira de número 15, cujo patrono é o saudoso poeta cearense Patativa do Assaré. A partir daí, já vem sendo chamado de o “novo Patativa do Assaré”, devido à cadeira que ocupa e à qualidade de seus versos.
Obras:
Poemas de sua autoria, editados em forma de folhetos de cordel ou reunidos em livros.
Reunidos recentemente no livro
Dez Cordéis num Cordel Só, da Editora Queima Bucha, de Mossoró - RN:
  • Meu Sonho*
  • Aquela dose de amor**
  • O Guarda- Chuva de Prata
  • As seis moedas de ouro
  • Do outro lado do véu
  • A oitava maravilha ou A lenda de Cafuné
  • Os sete constituintes ou Os animais têm razão*
  • O feiticeiro do sal
  • A cidade dos cegos ou História de pescador
  • A Arca de Noé
E ainda:
  • Confusão no cemitério
  • O ataque de Mossoró ao bando de Lampião*
  • A lenda da Ilha Amarela
  • Um conto bem contado
  • A casa que a fome mora**
  • Um bairro chamado Lagoa do Mato*
  • O duelo de bengala
  • Uma carrada de gente
  • No topo da vaidade
  • Uma carta para a alma de Pero Vaz de Caminha
  • Uma esmola de sombra
  • O rio de Mossoró e as lágrimas que derramei
  • O lado bom da preguiça*
  • A resposta
  • De calça curta e chinela
  • Três martelos de amizade**
  • Estão falando*
  • Saudade do meu sertão*
  • Alvorada sertaneja
  • Balance a rede do mundo*
* Todos presentes no CD "Os animais têm razão: para ouvir e pensar" com os poemas declamados pelo próprio autor.
** Foram trabalhados nas oficinas e também fazem parte da coletânia acima.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

sábado, 3 de outubro de 2009

Sergipe confirma 5º Festival de HQs

HQ Festival 2009 CONFIRMADO!!

O V Festival de Quadrinhos de Sergipe, acontecerá durante os dias 31 de outubro e 1 de novembro na Biblioteca Pública Epiphânio Dórea, das 9 às 19h, em Aracaju/SE.
Entre os convidados estão Douglas Reis, diretor da Devir e Renato Guedes, desenhista da DC Comics.
Haverá exibições de animes, palestras, exposições, caricatura ao vivo, sala de dublagem, feira de fanzines, estande de vendas, concursos de cosplay, desafio para desenhistas, Quiz, Desafio Harry Potter, Batalha Campal, músicas, RPG, Card Game Magic, Salões de terror e humor e muito mais!! Serão mais de 20 atividades!
O HQ Festival oferecerá os cursos de Animado em 2D, Colorização Digital, Ilustrações, Quadrinhos e Roteiros. Também serão promovidos concursos nacionais de Roteiro/Fanfic, ilustração e o 5º Prêmio DB Artes.
Os ingressos antecipados custam apenas R$ 9,00 para um dia e R$ 16,00 para os dois dias. Ponto de venda no site.
E-mail: contato@hqfestival.com.br, Site: www.hqfestival.com.br, Blog: hqfestival.wordpress.com, Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2593494


Heehehheheh! E aqui em Natal...(BP)

PEQUENOS GESTOS

É curioso observar como a vida nos oferece resposta aos mais variados questionamentos do cotidiano... Vejamos:
A mais longa caminhada só é possível passo a passo...
O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra...
Os milênios se sucedem, segundo a segundo...
As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes...
A imponência do pinheiro e a beleza do ipê começaram ambas na simplicidade das sementes...
Não fosse a gota e não haveria chuvas...
O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos e a mais bela construção não se teria
efetuado senão a partir do primeiro tijolo...
As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia...
Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias...
É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à "Ave Maria", de Bach, e à "Aleluia", de Hendel...
O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço...
... Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia...
Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele:
esta parcela que chamamos de "Eu".
Não é fácil nem rápido...
Mas vale a pena tentar!

Autor desconhecido
Obs: Sugestão para uma abertura ou "fechadura" de uma aula. (BP)

Publicado originalmente no FÁBRICA DE PENSADORES em  03.10.08

Quem foi Mário Quintana?

Mario de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, quarto filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico, e de D. Virgínia de Miranda Quintana. Com 7 anos, auxiliado pelos pais, aprende a ler tendo como cartilha o jornal Correio do Povo. Seus pais ensinam-lhe, também, rudimentos de francês.
No ano de 1914 inicia seus estudos na Escola Elementar Mista de Dona Mimi Contino.
Em 1915, ainda em Alegrete, freqüentou a escola do mestre português Antônio Cabral Beirão, onde conclui o curso primário. Nessa época trabalhou na farmácia da família. Foi matriculado no Colégio Militar de Porto Alegre, em regime de internato, no ano de 1919. Começa a produzir seus primeiros trabalhos, que são publicados na revista Hyloea, órgão da Sociedade Cívica e Literária dos alunos do Colégio.
Por motivos de saúde, em 1924 deixa o Colégio Militar. Emprega-se na Livraria do Globo, onde trabalha por três meses com Mansueto Bernardi. A Livraria era uma editora de renome nacional.No ano seguinte, 1925, retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de seu pai. No ano seguinte sua mãe falece. Seu conto, A Sétima Personagem, é premiado em concurso promovido pelo jornal Diário de Notícias, de Porto Alegre.
O pai de Quintana falece em 1927. A revista Para Todos, do Rio de Janeiro, publica um poema de sua autoria, por iniciativa do cronista Álvaro Moreyra, diretor da citada publicação.Em 1929, começa a trabalhar na redação do diário O Estado do Rio Grande, que era dirigida por Raul Pilla.
No ano seguinte a Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus poemas.
Vem, em 1930, por seis meses, para o Rio de Janeiro, entusiasmado com a revolução liderada por Getúlio Vargas, também gaúcho, como voluntário do Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre.Volta a Porto Alegre, em 1931, e à redação de O Estado do Rio Grande. O ano de 1934 marca a primeira publicação de uma tradução de sua autoria: Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.
Começa a traduzir para a Editora Globo obras de diversos escritores estrangeiros: Fred Marsyat, Charles Morgan, Rosamond Lehman, Lin Yutang, Proust, Voltaire, Virginia Woolf, Papini, Maupassant, dentre outros.
O poeta deu uma imensa colaboração para que obras como o denso Em Busca do Tempo Perdido, do francês Marcel Proust, fossem lidas pelos brasileiros que não dominavam a língua francesa.Retorna à Livraria do Globo, onde trabalha sob a direção de Érico Veríssimo, em 1936. Em 1939, Monteiro Lobato lê doze quartetos de Quintana na revista lbirapuitan, de Alegrete, e escreve-lhe encomendando um livro. Com o título Espelho Mágico o livro vem a ser publicado em 1951, pela Editora Globo.
A primeira edição de seu livro A Rua dos Cataventos, é lançada em 1940 pela Editora Globo. Obtém ótima repercussão e seus sonetos passam a figurar em livros escolares e antologias.Em 1943, começa a publicar o Do Caderno H, espaço diário na Revista Província de São Pedro.
Canções, seu segundo livro de poemas, é lançado em 1946 pela Editora Globo. O livro traz ilustrações de Noêmia.Lança, em 1948, Sapato Florido, poesia e prosa, também editado pela Globo.
Nesse mesmo ano é publicado O Batalhão de Letras, pela mesma editora. Seu quinto livro, O Aprendiz de Feiticeiro, versos, de 1950, é uma modesta plaquete que, no entanto, obtém grande repercussão nos meios literários. Foi publicado pela Editora Fronteira, de Porto Alegre.
Em 1951 é publicado, pela Editora Globo, o livro Espelho Mágico, uma coleção de quartetos, que trazia na orelha comentários de Monteiro Lobato.Com seu ingresso no Correio do Povo, em 1953, reinicia a publicação de sua coluna diária Do Caderno H (até 1967).
Publica, também, Inéditos e Esparsos, pela Editora Cadernos de Extremo Sul - Alegrete (RS).Em 1962, sob o título Poesias, reúne em um só volume seus livros A Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, espelho Mágico e O Aprendiz de Feiticeiro, tendo a primeira edição, pela Globo, sido patrocinada pela Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul.Com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, é publicada sua Antologia Poética, em 1966, pela Editora do Autor - Rio de Janeiro. Lançada para comemorar seus 60 anos, em 25 de agosto o poeta é saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o seguinte poema, de sua autoria, em homenagem a Quintana:


Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.
Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...Cantares?
Não! Quintanares!
Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.
São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.
São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.
Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.
E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.
Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.

A Antologia Poética recebe em dezembro daquele ano o Prêmio Fernando Chinaglia, por ter sido considerado o melhor livro do ano.
Recebe inúmeras homenagens pelos seus 60 anos, inclusive crônica de autoria de Paulo Mendes Campos publicada na revista Manchete no dia 30 de julho.
Preso à sua querida Porto Alegre, mesmo assim Quintana fez excelentes amigos entre os grandes intelectuais da época.
Seus trabalhos eram elogiados por Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto, além de Manuel Bandeira. O fato de não ter ocupado uma vaga na Academia Brasileira de Letras só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo. Perdida a terceira indicação para aquele sodalício, compôs o conhecido...
Poeminho do Contra

Todos esses que aí estão
travancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Prosa e Verso, 1978)

A Câmara de Vereadores da capital do Rio Grande do Sul — Porto Alegre — concede-lhe o título de Cidadão Honorário, em 1967. Passa a publicar Do Caderno H no Caderno de Sábado do Correio do Povo (até 1980).
Em 1968, Quintana é homenageado pela Prefeitura de Alegrete com placa de bronze na praça principal da cidade, onde estão palavras do poeta:
"Um engano em bronze, um engano eterno".
Falece seu irmão Milton, o mais velho.1973. Nesse ano o poeta e prosador lançou, pela Editora Globo — Coleção Sagitário — o livro Do Caderno H. Nele estão seus pensamentos sobre poesia e literatura, escritos desde os anos 40, selecionados pelo autor.Em 1975 publica o poema infanto-juvenil Pé de Pilão, co-edição do Instituto Estadual do Livro com a Editora Garatuja, com introdução de Érico Veríssimo.
Obtém extraordinária acolhida pelas crianças.Quintanares é impresso em 1976, em edição especial, para ser distribuído aos clientes da empresa de publicidade e propaganda MPM. Por ocasião de seus 70 anos, o poeta é alvo de excepcionais homenagens.
O Governo do Estado concede-lhe a medalha do Negrinho do Pastoreio — o mais alto galardão estadual. É lançado o seu livro de poemas Apontamentos de História Sobrenatural, pelo Instituto Estadual do Livro e Editora Globo.
A Vaca e o Hipogrifo, segunda seleção de crônicas, é publicado em 1977 pela Editora Garatuja. O autor recebe o Prêmio Pen Club de Poesia Brasileira, pelo seu livro Apontamentos de História Sobrenatural.Em 1978 falece, aos 83 anos, sua irmã D. Marieta Quintana Leães. Realiza-se o lançamento de Prosa & Verso, antologia para didática, pela Editora Globo. Publica Chew me up slowly, tradução Do Caderno H por Maria da Glória Bordini e Diane Grosklaus para a Editora Globo e Riocell (indústria de papel).Na Volta da Esquina, coletânea de crônicas que constitui o quarto volume da Coleção RBS, é lançado em 1979, Editora Globo. Objetos Perdidos y Otros Poemas é publicado em Buenos Aires, tradução de Estela dos Santos e organização de Santiago Kovadloff.
Seu novo livro de poemas é publicado pela L&PM Editores - Porto Alegre, em 1980: Esconderijos do Tempo. Recebe, no dia 17 de julho, o Prêmio Machado de Assis conferido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra. Participa, com Cecília Meireles, Henrique Lisboa e Vinicius de Moraes, do sexto volume da coleção didática Para Gostar de Ler, Editora Ática.Em 1981, participa da Jornada de Literatura Sul Rio-Grandense, uma iniciativa da Universidade de Passo Fundo e Delegacia da Educação do Rio Grande do Sul.
Recebe de quase 200 crianças botões de rosa e cravos, em homenagem que lhe é prestada, juntamente com José Guimarães e Deonísio da Silva, pela Câmara de Indústria, Comércio, Agropecuária e Serviços daquela cidade. No Caderno Letras & Livros do Correio do Povo, reinicia a publicação Do Caderno H. Nova Antologia Poética é publicada pela Editora Codecri - Rio de Janeiro.
O autor recebe o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no dia 29 de outubro de 1982.É publicado, em 1983, o IV volume da coleção Os Melhores Poemas, que homenageia Mario Quintana, uma seleção de Fausto Cunha para a Global Editora - São Paulo. Na III Festa Nacional do disco, em Canela (RS), é lançado um álbum duplo: Antologia Poética de Mario Quintana, pela gravadora Polygram.
Publicação de Lili Inventa o Mundo, Editora Mercado Aberto - Porto Alegre, seleção de Mery Weiss de textos publicado em Letras & Livros e outros livros do autor. Por aprovação unânime da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, o prédio do antigo Hotel Magestic (onde o autor viveu por muitos e muitos anos), tombado como patrimônio histórico do Estado em 1982, passa a denominar-se Casa de Cultura Mário Quintana.
Em 1984 ocorrem os lançamentos de Nariz de Vidro, seleção de textos de Mery Weiss, Editora Moderna - São Paulo, e O Sapo Amarelo, Editora Mercado Aberto - Porto Alegre.O álbum Quintana dos 8 aos 80 é publicado em 1985, fazendo parte do Relatório da Diretoria da empresa SAMRIG, com texto analítico e pesquisa de Tânia Franco Carvalhal, fotos de Liane Neves e ilustrações de Liana Timm.
Ao completar 80 anos, em 1986, é publicada a coletânea 80 Anos de Poesia, organizada por Tânia Carvalhal, Editora Globo. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Vale dos Sinos (UNISINOS) e pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Lança Baú de Espantos, pela Editora Globo, uma reunião de 99 poemas inéditos.Em 1987, são publicados Da Preguiça como Método de Trabalho, Editora Globo, uma coletânea de crônicas publicadas em Do Caderno H, e Preparativos de Viagem, também pela Globo, reflexões do poeta sobre o mundo.
Porta Giratória, pela Editora Globo - Rio de Janeiro, é lançada em 1988, uma reunião de crônicas sobre o cotidiano, o tempo, a infância e a morte.
Em 1989 ocorre o lançamento de A Cor do Invisível pela Editora Globo - Rio de Janeiro. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Campinas (UNICAMP) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
É eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros, entre escritores de todo o Brasil.Velório sem Defunto, poemas inéditos, é lançado pela Mercado Aberto em 1990.Em 1992, a editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reedita, em comemoração aos 50 anos de sua primeira publicação, A Rua dos Cataventos.
Poemas inéditos são publicados no primeiro número da Revista Poesia Sempre, da Fundação Biblioteca Nacional/Departamento Nacional do Livro, em 1993.
Integra a antologia bilíngüe Marco Sul/Sur - Poesia, publicada Editora Tchê!, que reúne a poesia de brasileiros, uruguaios e argentinos. Seu texto Lili Inventa o Mundo montado para o teatro infantil, por Dilmar Messias.
Treze de seus poemas são musicados pelo maestro Gil de Rocca Sales, para o recital de canto Coral Quintanares - apresentado pela Madrigal de Porto Alegre no dia 30 de julho (seu aniversário) na Casa de Cultura Mario Quintana. Alguns de seus textos são publicados na revista literária Liberté - editada em Montreal, Quebec, Canadá - que dedicou seu 211o número à literatura brasileira (junto com Assis Brasil e Moacyr Scliar), em 1994.
Publicação de Sapato Furado, pela editora FTD - antologia de poemas e prosas poéticas, infanto - juvenil. Publicação pelo IEL, de Cantando o Imaginário do Poeta, espetáculo musical apresentado no Teatro Bruno Kiefer pelo Coral da Casa de Cultura Mário Quintana, constituído de poemas musicados pelo maestro Adroaldo Cauduro, regente do mesmo Coral.
Falece, em Porto Alegre, no dia 5 de maio de 1994, próximo de seus 87 anos, o poeta e escritor Mario Quintana.
Escreveu Quintana: "Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira".
E, brincando com a morte: "A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos".

Bibliografia (em português):

- A Rua dos Cata-ventos (1940)
- Canções (1946)
- Sapato Florido (1948)
- O Batalhão de Letras (1948)
- O Aprendiz de Feiticeiro (1950)
- Espelho Mágico (1951)
- Inéditos e Esparsos (1953)
- Poesias (1962)
- Antologia Poética (1966)
- Pé de Pilão (1968)
- literatura infanto-juvenil- Caderno H (1973)
- Apontamentos de História Sobrenatural (1976)
- Quintanares (1976) - edição especial para a MPM Propaganda.
- A Vaca e o Hipogrifo (1977)
- Prosa e Verso (1978)
- Na Volta da Esquina (1979)
- Esconderijos do Tempo (1980)
- Nova Antologia Poética (1981)
- Mario Quintana (1982)
- Lili Inventa o Mundo (1983)
- Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)
- Nariz de Vidro (1984)- O Sapato Amarelo (1984) - literatura infanto-juvenil
- Primavera cruza o rio (1985)
- Oitenta anos de poesia (1986)
- Baú de espantos ((1986)
- Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)
- Preparativos de Viagem (1987)- Porta Giratória (1988)
- A Cor do Invisível (1989)
- Antologia poética de Mario Quintana (1989)
- Velório sem Defunto (1990)
- A Rua dos Cata-ventos (1992) - reedição para os 50 anos da 1a. publicação.
- Sapato Furado (1994)
- Mario Quintana - Poesia completa (2005)
- Quintana de bolso (2006)
Fonte: Projeto Releituras (http://www.releituras.com/)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A GENTE SE ACOSTUMA

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor.
E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo à luz.
E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos.
E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita.
E a lutar para ganhar com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer fila para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes.
A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam à luz natural.
Às bactérias de água potável.
À contaminação da água do mar.
À morte lenta dos rios.
Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele.
Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colassanti

Obs: Sugestão para uma abertura ou "fechadura" de uma aula. (BP)

Publicado originalmente no FÁBRICA DE PENSADORES em 02.10.08

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Henrique Magalhães não vem...mas ABAETÉ é presença confirmada na nossa EXposição

Infelizmente, o editor (da Marca de Fantasia-PB), professor universitário, teórico e escritor sobre HQs e cartunista, autor da série "Maria", acaba de confirmar que a sua agenda para o mês de outubro está totalmente comprometida, mas que em novembro estará em Natal participando de um seminário promovido pela UFRN. Reproduzimos a seguir o seu retorno (para os descrentes e detratores):"Caro Roberto
Muito obrigado por seu honroso convite para participar do lançamento. Eu realmente tenho interesse em ter laços mais estreitos com os quadrinistas de Natal, mas o mês de outubro está sobrecarregado para mim. No entanto, em novembro irei participar de um seminário que ocorrerá na UFRN e aí poderemos nos encontrar. Diga a Luiz Elson que estarei mais presente em Natal, assim que puder.
Abraço,
Henrique Magalhães"


Nós é que agradecemos, professor! Por sua boa vontade, generosidade e paciência em me aturar nessas últimas semanas. Pessolamente eu sou menos incoveniente, prometo!
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Atração cultural mais do que fechada! Acabo de confirmar com o poeta, escritor, cordelista e editor da "Casa do Cordel", o pernambucano, residente em Natal, ABAETÉ! Ele estará na abertura do evento e deve manter uma banca de divulgação de Literatura de Cordel durante a semana inicial do evento.
Maurício de Sousa ainda não retornou o meu e-mail, mas já assegurei o planio B......contratando os serviços de "Maurício Souza" (durante o GOIAMUM AUDIOVISUAL) que fará aparições rápidas e de perfil. A imprensa convidada e leiga não notará a diferença!Brincadeiras à parte esse é o pai de Milena Azevedo da GHQ e sósia do Maurício, eu garanto. É que essa foto não foi muito feliz.

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