domingo, 2 de outubro de 2011

Autores revelam que Supergirl terá novos poderes

Por UHQ
Supergirl # 1
Com o lançamento de Supergirl # 1, os leitores puderam ver que a revista apresenta uma nova origem para a personagem. Mais do que isso, é possível que, com a reformulação da DC, ela tenha também poderes diferentes do Superman.
De acordo com os escritores Michael Green e Mike Johnson, em entrevista ao site IGN, o primeiro arco de histórias se concentrará em revelar por que e como Kara chegou à Terra, e ela se confrontando com o que aconteceu à Krypton.
"Se você tivesse o poder de comandar o mundo, e achasse que sabe mais do que os nativos do planeta, o que faria? Ficaria satisfeito apenas em resgatar pessoas de um prédio em chamas ou suas opiniões começariam a afetar a maneira de usar seus poderes?", questionam os autores. "Ela enfrentará essas perguntas, e isso guiará sua experiência na Terra."
"Ela não entende os seres humanos, a maneira que eles falam, comem, suas prioridades, como tratam um ao outro. O Superman entende porque foi criado aqui. Levará algum tempo para Kara falar inglês, ou qualquer outro idioma, e aprender como controlar seus poderes", explicam.
De acordo com Green e Johnson, os poderes básicos da Supergirl são iguais ao do Superman, como voo, força e visão de calor. Mas o nível desses poderes é diferente. "Há uma razão bem específica para isso, e será revelada no decorrer da história. Quem disse que o Sol amarelo afeta homens e mulheres kryptonianos da mesma maneira? Vamos mostrar novas habilidades que o primo dela não possui", revelaram.
Supergirl # 2 será lançado no dia 19 de outubro.

Dez considerações para professores que desejam trabalhar com as histórias em quadrinhos (Parte II)

Por Elydio dos Santos Neto - BIGORNA

No último artigo eu apresentei cinco considerações aos professores que desejam trabalhar com as histórias em quadrinhos. Aqui seguem as últimas idéias que complementam aquelas que apresentei na primeira parte do artigo.
6. A escolha sobre com quais quadrinhos trabalhar e como trabalhar deverá considerar, de modo especial, a realidade social e cultural dos alunos e alunas com os quais o trabalho será realizado.
Uma experiência que boa parte dos atuais professores teve quando foram alunos foi, certamente, aquela de ver, muitas vezes, seus professores definirem tudo por eles sem oferecer a chance de um diálogo onde seu pensar fosse considerado. Esta é uma característica da abordagem pedagógica tradicional que coloca o professor com centro dos processos de ensinar e aprender. A evolução do pensamento pedagógico está nos fazendo compreender que a ênfase não pode estar nem só nos professores, nem só nos alunos, mas precisa estar na relação pedagógica, isto é, na relação que se estabelece entre o professor e o aluno no processo de construção do conhecimento. Claro que a responsabilidade do professor aí é grande, pois o trabalho de proposição, animação, provocação, levantamento de possibilidades temáticas e metodológicas quanto ao modo de realizar o trabalho cabe a ele. Na perspectiva dialógica, perspectiva fundamentada na abordagem do filósofo e pedagogo brasileiro Paulo Freire, entretanto, o caminho em sala de aula deve ser feito sempre em diálogo produtivo com os alunos, isto é, o que eles pensam e trazem de forma já elaborada deve ser considerado, problematizado e refletido, inclusive para que ele possa refazer suas próprias idéias, se for o caso.

Isso vale também para quem quer trabalhar com as histórias em quadrinhos na sala de aula. Pode acontecer de determinado professor gostar muito de certa história, série ou personagem e querer trabalhar este material com os seus alunos. Nada contra. Mas, pode acontecer também que o material escolhido não tenha repercussão entre os alunos, embora tenha tido para o professor. Por isso é importante que o professor, antes de definir o material, considere sempre a realidade social e cultural da qual seus alunos se originam: o que esta cultura lê e privilegia, que personagens e histórias conhecem, que vocabulário utilizam, que necessidades existenciais são predominantes na comunidade, que tipo de produção cultural já se realiza naquele meio. Dependendo do assunto que será trabalhado talvez seja interessante pedir, se já existe a prática de leitura dos quadrinhos na comunidade, que os alunos tragam seus quadrinhos preferidos para a sala, que se identifiquem os personagens e histórias mais significativas para aquilo que se pretende e, no diálogo com os alunos, decida-se, finalmente, com qual material trabalhar. O processo é um pouco mais demorado, mas pode gerar resultados mais efetivos do ponto de vista da elaboração e da construção do conhecimento.


Não estou com isto sugerindo que o professor não possa definir o material. Haverá situações em que o professor precisará tomar esta decisão. O que estou sugerindo, de fato, é que sempre que o processo puder envolver a participação dialogal com os alunos o professor não deveria perder a oportunidade de fazê-lo. Finalmente, é importante lembrar que escolher sempre é responsabilidade e risco, aliás, como tudo o que é humano. Não há como ter absoluta certeza que uma escolha terá sucesso antes de realizá-la, embora a experiência prática possa ter certa previsão de resultados. Vale lembrar Platão: “Todas as coisas grandes acontecem no meio de um grande risco “.
7. Uma educação para uma cultura visual.
Tenho visto que nas escolas as histórias em quadrinhos, frequentemente, têm sido associadas com o estímulo à leitura. Não acho que tal posição esteja errada, embora eu também veja outra, ligada a esta, que aí sim considero inadequada: quando o professor usa as histórias em quadrinhos como um estágio de passagem para a leitura de livros, como se os quadrinhos fossem algo menor que, depois, devessem ser abandonados para ficar com a leitura, esta sim séria e proveitosa, dos livros. Ora, entendo que o leitor pode ler com proveito, ao longo de toda a vida, tanto as obras literárias, nas mais diversas classificações, quanto as histórias em quadrinhos nos seus também diversos gêneros.

Mas considero que há uma contribuição especial que as histórias em quadrinhos trazem e que precisa ser melhor aproveitada nas escolas: ela auxilia o leitor a trabalhar não apenas com a interpretação do texto escrito, mas com a interpretação da imagem. Este é um passo importante. Os estudos de Cultura Visual estão mostrando que a escola tradicional que conhecemos é “logocêntrica” (logus = palavra), isto é, tem a escrita e sua leitura como centro. Sem dúvida isto é importante, por conta da cultura escrita que desenvolvemos, mas não é suficiente para nós, seres humanos, que temos nos constituído também como seres imagéticos, visuais. Em nosso cotidiano lidamos com imagens o tempo todo: propagandas de TV, revistas, jornais, outdoors, cartazes, internet, filmes; colecionamos fotografias de famílias, pessoas queridas, “astros e estrelas”, atividades pelas quais somos apaixonados; decoramos os espaços de nossas casas e ambientes de trabalhos com obras de pintura, escultura, fotografias e outros tipos de imagens; sonhamos por meio de imagens que, muitas vezes, permanecem impressas em nossa memória por longo tempo. Ou seja, e repetindo: somos seres imagéticos.


Com toda esta importância das imagens em nossas vidas, ainda é pobre o trabalho que é feito nas escolas no sentido de desenvolver uma cultura visual. Embora as histórias em quadrinhos sejam apenas uma forma pelas quais as imagens aparecem em nosso cotidiano, por se fazerem uma linguagem extremamente eficaz, pode ser um poderoso recurso para auxiliar o desenvolvimento, entre alunos e professores, de uma cultura visual. Detalhe: trabalhar pela elaboração de uma cultura visual não é tarefa apenas do professor de artes, mas é um desafio para todos os professores que trabalham em diferentes áreas da proposta curricular de uma escola.
8. O propósito de atingir os objetivos educacionais definidos não deve levar o professor ao equívoco da didatização das histórias em quadrinhos.
Recentemente li um artigo intitulado “Cinema e experiência estética”, no seguinte endereço eletrônico aqui. Vale a pena conferir seu conteúdo. Nele encontrei algo que cabe perfeitamente como um lembrete para quem queira trabalhar com as histórias em quadrinhos. É o seguinte:
Ver um filme, ir ao cinema, deve entender-se como o prazer de desfrutar uma obra de arte ou um entretenimento de fundo cultural, nunca como uma fonte de preocupações escolares, simplesmente como recurso didático, como introdução de inovação tecnológica na escola (...) insistimos na perspectiva de que "didatizar" ou "escolarizar" o cinema é empobrecê-lo e negar sua própria natureza e importância.
No artigo não se está defendendo que o cinema não deva ser utilizado e trabalhado na escola. Antes, ao contrário, deve ser trabalhado. O cuidado é para não empobrecê-lo desviando a atenção do aluno de toda uma enorme riqueza que ele proporciona, do ponto de vista da imensa complexidade humana, para somente chamar a atenção sobre este ou aquele ponto específico do programa definido no currículo da escola.

sábado, 1 de outubro de 2011

É O QUÊ???!!! HULK é católico e foi coroinha quando criança?

O Hulk como um padre católicoPor Beto Potyguara
Para aquela galera que não tem o que fazer e vive procurando mensagens subliminares onde não existe e pensa que em tudo existe uma  mão satânica do mal por trás ou uma conspiração internacional a cada fungada de  um nariz resfriado. Eu recomendo uma página da net que dedica-se a estudar a religiosidade dos super-herois. Dá pra acreditar? Pelo meu inglês surrado, desnutrido e desidratado, o que pude absorver por alto é que me parece que o HULK é um dos aspirantes a PAPA nas próximas Olimpíadas Católicas de 2016, que serão realizadas no Rio de Janeiro... se não foi isso, foi algo bem parecido. Fique agora com um trecho do texto original:
Robert Bruce Banner, geralmente conhecido simplesmente como Dr. Bruce Banner, é o alter-ego do Hulk, um popular personagem da Marvel Comics. (Na série de TV live-action, o nome do personagem foi "David Bruce Banner", e ele passou pelo seu primeiro nome, "David").
Esta página apresenta algumas das provas concretas que estabelecem que Bruce Banner na linha Ultimate Marvel e na série de TV eram católicos. Os caracteres finais sempre tiveram a mesma filiação religiosa como os personagens principais, o que sugere fortemente que o alter ego do "Hulk" é católico também.
Obs: impressionante! Notícia extupenda, surpreendente e fantástica! Não sei como consegui viver até agora sem essa informação?! Agora vou mijar... (Bp)

Urubu man!

Conheça a série aqui no Tirando Uma!

SUPERMANé!

Super-heróis modificados

Por Leila
Que tal um Batman decadente e gorducho comendo rosquinhas? E um Super-Homem franzino e rindo à toa? Influenciado pela infância passada nos anos 80, o artista australiano Anthony Lister trabalha com assuntos da sociedade e da cultura popular, refletindo o seu lado menos glamouroso.
Lister, que hoje mora em Nova York, vê a televisão como um meio de meditação contemporânea e retira dela (e também dos comic books) a maioria de seus temas. O artista convida o espectador para uma reflexão sobre os modelos transmitidos na infância entrelaçando-se com a atual e nebulosa realidade social.
Para Lister, o brilho puro da realidade vivida na infância cedeu espaço a uma perspectiva distorcida da realidade das guerras, das relações humanas e do colapso social, “a simplicidade da infância está perdida em nossa memória obscurecida e desbotada dentro de um terno azul”, assinala o artista.

OS TOP 10 MELHORES E PIORES UNIFORMES DE SUPER HERÓIS

Por Luiz Henrique - Acidez Mental

OS DEZ MELHORES
 
10º LUGAR: RAIO NEGRO

O líder dos Inumanos tem, na minha opinião, o uniforme mais legal já criado por Jack Kirby (My Master). Ele tem linhas simétricas, cores escuras e sérias, uma máscara pouco reveladora e aquele adorno sobre a cabeça que fica soltando fagulhas elétricas. O conjunto é harmonioso e dá a Raio Negro a imponência e a nobreza necessárias a um rei tão poderoso. Não me lembro de nenhuma outra criação do mestre Kirby que tenha sido tão bem sucedida em sua composição (Pelo menos no uniforme).
9º LUGAR: BATMAN (pré -rebot)
Batman junto com o Superman inauguraram os quadrinhos de super-heróis e até hoje fazem um sucesso tremendo. Embora o Super até tenha um uniforme bacana me parece claro que o do Batman é melhor, ao menos o clássico preto e cinza com os elementos tradicionais, as orelhas pontudas, o cinto de utilidades, o emblema no peito e claro a capa mais legal de todos os tempos. É óbvio que as roupichas usadas no seriado e nos filmes idiotas do Joel Schumacker não fazem parte desta lista. E por favor vamos esquecer isto.
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.8º LUGAR: JUSTICEIRO
Eu gosto muito deste uniforme porque ele é provavelmente o mais simples que existe, nada mais do que uma camisa com uma caveira estampada no peito. Pronto, temos o anti-herói sanguinário e vingativo conhecido como Justiceiro. Outros emblemas de heróis podem até ser mais famosos, mas com certeza o de Frank Castle é o mais objetivo, mais bem pensado e o único que não precisa de nenhum outro tipo de adereço para se destacar e dizer o que significa.
 
7º LUGAR: LANTERNA VERDE (Hal Jordan)
Clássico e moderno ao mesmo tempo é o uniforme de Hal Jordan o segundo Lanterna Verde. Criado em 1959 o uniforme passou por muito poucas mudanças desde então. Primeiro temos as cores verde e preta que criam um contraste interessante entre o escuro e o claro, depois temos a roupa em si que não utiliza as famigeradas cuecas por cima da calça tão comuns da época, finalmente há o símbolo estilizado e inconfundível dos Lanternas para dar o toque final. Gerando um resultado visual muito bem equilibrado.
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6º LUGAR: FÊNIX
Jean Grey já usou muitos uniformes horríveis até hoje, (como o da lista que vem depois) mas para compensar também já usou uma das vestes mais bonitas que eu já vi numa heróina. Uma roupa que combina as cores de modo legal, que é sensual sem ser vulgar ou exagerada, que tem um símbolo discreto e bonito e que se liga diretamente a história e aos poderes dela e um lenço amarrado a cintura que dá um detalhe bem diferente da maioria dos uniformes de heróinas.

 
5º LUGAR: CODINOME V
Vários heróis usam roupas, poses e falas teatrais, mas nenhum deles faz as três coisas com tanta propriedade quanto o V de V de Vingança , um uniforme exótico, único e muito legal. O que mais chama a atenção é a máscara branca e sorridente de teatro que é ao mesmo tempo engraçada e aterradora. Só podia ser coisa de Alan Moore.

 
4º LUGAR: DONNA TROY
Donna Troy já foi a parceira mirim da mulher maravilha, já foi deusa, titã, semi-deusa, policial do espaço, entidade cósmica, guardiã da realidade, dona de casa, etc. Por isso ela já usou vários uniformes, mas o que melhor lhe coube é o mais recente de todos. Um colante negro com estrelas estampadas que lembra o próprio cosmos. Sinceramente não me lembro de nenhum herói que tenha usado algo deste tipo e ficado feio. Taí se o cara não sabe como fazer um uniforme e um codinome bom, bota logo o nome de Cósmico no herói e uma roupa celeste. Pode não ficar nenhum pouco original, mas com certeza escapa do ridículo.
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3º LUGAR: FLASH
Em 1956 a DC Comics resolveu atualizar o velho Flash dos anos 40 para o período do pós guerra e fez um trabalho excelente. Mudou a origem do herói, o homem por trás da máscara e até o uniforme. E foi feliz em todas as mudanças, especialmente na última.
O uniforme do Flash original era vermelho e azul e em vez de máscara o primeiro Flash usava uma panela cretina na cabeça (Embora eu goste de Jay Garrick devo admitir que aquela panela é horrível), mas Barry Allen e consequentemente os próximos Flashes adotariam de vez a máscara e a combinação entre o vermelho e os raios amarelos do uniforme
Nascia assim um dos uniformes mais bonitos que casa perfeitamente tanto com a personalidade hiperativa e alegre dos flashes quanto com seus poderes.
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2º LUGAR: RORSCHACH
Fazer um personagem detetive é fácil, basta que você coloque nele um chapéu e um sobretudo. Mas essa facilidade é um problema para a originalidade. Como fazer um investigador clássico parecer único e diferente? O genial Steve Ditko tinha resolvido isso quando criou o Questão, fazendo com que ele usasse uma máscara sem rosto, deixando o personagem extremamente enigmático. O ainda mais genial Alan Moore ao escrever Watchmen resolveu se basear no Questão para criar o seu detetive e pensou numa coisa simples, pórem marcante. Rorschach usa uma máscara com um desenho simétrico, o mesmo utilizado nos testes que lhe deram seu nome. Sacada estupenda que eu não teria nem em um milhão de anos.
 
1º LUGAR: HOMEM ARANHA
Simplesmente o melhor de todos os tempos. Steve Ditko criou com a simplicidade de um mestre um uniforme original, único e diferente de tudo o que havia até então. Basta olhar para ele e já sabemos em que se baseiam seus poderes e habilidades e qual é o estilo do personagem. Nunca um herói teve um uniforme tão emblemático e original, tanto é que até hoje o Teioso usa o mesmo. É certo que houve uma época em que ele usou o uniforme negro, mas a roupa preta no fundo não passava de uma variação do clássico e era igualmente muito boa.
E agora os 10 piores:

Como nasce um Super-Herói

Por Pavablog
Todo mundo já foi feto um dia, inclusive os super-heróis. Mas a exposição de arte Hey! Modern Art and Pop Culture, realizada em Paris revelou imagens um tanto bizarras. São esculturas com os fetos de super-heróis conhecidos dos quadrinhos e do cinema: Super-homem, mulher-gato, o Coisa, Surfista Prateado e Anjo são retratados de uniforme em posição fetal.


As fotos foram tiradas pelo site phonogalerie.com, mas o criador desses obras curiosas ainda é desconhecido.

Livro analisa a relação de Hergé e Tintim com o cinema

Por Gibiteca.com

Tintin, Hergé et le Cinéma é um livro de ensaios de Philippe Lombard, publicado em 22 de setembro pela Democratic Books, que analisa a relação de Hergé e de seu maior personagem, Tintim, com o cinema.
A obra está dividida em três partes. Primeiro Lombard mostra a admiração de Hergé pelo cinema e a influência disso em seu trabalho.
Na segunda parte, o autor explora as diversas transposições e adaptações de Tintim para o cinema (filmes, desenhos, animação com bonecos etc.). São destaques os filmes Crabe aux Pinces d'or, de 1947, feito com bonecos; os desenhos animados do estúdioBelvision; os longas-metragens estrelados por Jean-Pierre Talbot, Tintin et le mystère de la toison d'or, de 1961, e Tintin et les oranges bleues, de 1964; e o longa-metragem de animação Le Lac aux requins (Tintim e o Lago dos Tubarões).
E, para finalizar, a obra explora a influência do trabalho de Hergé sobre certos filmes (como, por exemplo,L'Homme de Rio, de Philippe de Broca, de 1964).
O livro tem 196 páginas, formato 14,5 cm x 21 cm e custa € 16,95.
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO UNIVERSO HQ
A mais recente adaptação para a telona, As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne, de Steven Spielberg, estreará nos cinemas da 

Stan Lee revisita a história de Romeu e Julieta

Por GHQ

Uma das mais famosas peças de Shakespeare, Romeu e Julieta, volta e meia aparece em adaptações para HQs.
Só no Brasil, de 2009 pra cá, tivemos três lançamentos envolvendo o trágico casal apaixonado: o clássico álbum da Turma da Mônica, pela Panini, numa coleção de clássicos da literatura, em quadrinhos, pela Editora Larousse, e o mangá homônimo, pela editora Galera.
Pois é, como os textos do dramaturgo britânico tem bastante apelo popular, o velho Stan Lee resolveu revisitar a trama de Romeu e Julieta, apenas alterando alguns detalhes, em Romeu and Juliet: The War.
Romeu and Juliet: The War nos apresenta os malfadados amantes numa Verona futurista, o território mais poderoso da Terra, lar dos Montecchio (ciborgues poderosos feitos de DNA artificial) e dos Capuleto (os seres humanos geneticamente modificados, conhecidos por sua velocidade e agilidade). Os dois grupos trabalharam anos a fio em conjunto, visando destruir todas as ameaças à cidade. Não havendo mais com quem lutar, iniciam uma guerra contra eles mesmos.
“Esta é a graphic novel que eu sempre sonhei em fazer. Peguei uma das maiores histórias do mundo e a coloquei numa cenário futurista e violento, embelezando-a com ilustrações poderosas e deslumbrantes, e publicando-a em um formato maior, para causar mais impacto”, relatou Stan Lee.
Romeu and Juliet: the War sairá no mês de novembro, pela nova editora 1821 Comics, especializada em graphic novels. Quem elaborou o argumento junto a Stan Lee foi Terry Dougas, um dos diretores da 1821, mas o roteiro propriamente dito foi escrito por Max Work e a arte é de Skan Srisuwan.
O preço ainda não foi divulgado, mas sabe-se que haverá também uma edição digital, disponível para iPhone e  Android.

Heróis cósmicos estão de volta em Annihilators - Earthfall

Por UHQ
Annihilators - Earthfall

Annihilators - Earthfall é a nova série de Dan Abnett e Andy Lanning, com os heróis cósmicos da Marvel Comics. A arte será de Tan Eng Huat.
A minissérie terá quatro partes e estreará no final de setembro. O enredo mostrará os Aniquiladores (Gladiador, Quasar, Ronan, Ikon e Bill Raio-Beta) - apelidados de Vingadores Cósmicos - numa missão na Terra e num conflito com os Vingadores.
Dentre os Vingadores que participam da história estão Capitão América, Coisa, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Wolverine, Miss Marvel, Gavião-Arqueiro, Hulk Vermelho e Valquíria.
Segundo Abnett e Lanning, este não será um encontro típico, no qual os grupos se desentendem e depois trabalham juntos contra um inimigo comum. O vilão será Magus, uma versão vilanesca de Adam Warlock, que foi reintroduzida no Universo Marvel nos últimos anos.
Para os escritores, Magus é tão perigoso quanto Thanos, e a dupla o caracterizou como um "Loki espacial".
Annihilators - Earthfall

O Monstro Souza: Resenha Monstruosa!

Por Kingdom Comics
Autor convidado: Carlos Tosh!

É um monstro sedutor. Literalmente. E esse monstro maldito me seduziu no primeiro parágrafo. escapei fedendo, mas sobrevivi pra te contar. A criatura em questão é o Souza, o monstro, perturbador protagonista do Monstro Souza, o livro. Na real, quem me seduziu mesmo foi o Bruno Azevedo, o autor. Conheci o Bruno parcamente quando ele veio à Brasília, em um evento na Kingdon, onde fez o lançamento d’O Monstro… ele chama pouca atenção, aparenta ser praticamente inofensivo, estatura média para um ferengi, maranhense típico que de óculos escuros nem seria notado em meio aos integrantes da Tribo de Jah… não fosse, talvez, pelos cabelos rebeldes e pelos olhos nervosos de quem observa e analiza demais, olhos perturbado(s)(res) que poderiam disfarçar um matador de funcionários públicos. 
Em uma obra que tem tantas referencias é quase uma aventura descobrir o que Bruno Azevedo sampleou aqui e ali, mas a identidade do autor se sobressai, com um cadência esquizofrenica de um Mutarelli, sagacidade dinâmica de um Bukovsky e até a escatologia elegante de um Chuck Palaniuk, tudo besuntado com uma brasilidade densa e quente, que encanta e assusta… eu disse que o Bruno me seduziu no primeiro parágrafo, mas a verdade é que já tinha tido um envolvimento sórdido com seu primeiro livro, o Breganejo Blues – Romance Trezoitão, uma misteriosa aventura policial onde um detetive/taxista, fã de Tex, investiga a suposta morte de um astro sertanejo, texto nervoso. mas se Breganejo era, apesar de saboroso, tiragosto, O Monstro Souza é larica completíssima, inegavelmente um cagasangue, e aí está o desafio; encará-lo.

Reza a lenda que o livro é um projeto de 10 anos. pense numa creatura que tem um período de gestação de dez anos. é um monstro. parido em meio a uma nunca fácil realidade editorial, em uma época de transição onde o produzir e o consumir cultura já não é o que foi antes e apenas podemos cojecturar o que pode vir a ser. e o Monstro Souza é reflexo disso, reflexo distorcido, partido… fascinante caleidoscópio. uma experiência de sentidos. sinestesia. gostaria de dizer que Bruno Azevedo escreve na velocidade do meu pensamento, como a maioria dos meus escritores favoritos, mas não seria verdade, Bruno vai além, ele te deixa pra trás, largado em uma rua mal iluminada de uma São Luís que fede e pulsa nas páginas do seu livro. Bruno trata seu leitor como se fosse uma puta magra, jogada de um lado pro outro da cama (literalmente, meu velho).

Os Defensores são um dos destaques dos especiais Point One

Por UHQ
Point One

Marvel Comics divulgou ontem a terceira imagem promovendo os especiais Point One, que serão lançados em Novembro.
Depois de Ultron e Nova, os personagens em destaque são os Defensores. O grupo ganhará uma nova série em dezembro, com texto de Matt Fraction e arte de Terry Dodson.
Além do Surfista Prateado, Namor, Punho de Ferro e She Hulk Vermelha (She-Rulk) também estão presentes Nick Fury e o Homem-Formiga.
A "Casa das Ideias" também anunciou que lançará um handbook (uma revista de referência) sobre Os Defensores nos próximos meses.

Dez considerações para professores que desejam trabalhar com as histórias em quadrinhos (Parte I)

Por Elydio dos Santos Neto - BIGORNA
Legenda: Como sugere Scott McCloud as possibilidades das histórias em quadrinhos são ilimitadas, o que abre um vasto campo para quem queira trabalhar com elas em sala de aula. (Ilustração de McCloud, do livro “Desvendando os quadrinhos”, Editora M. Books, p.212
Neste artigo, que irei publicar em duas partes, apresento algumas considerações para os professores que desejam trabalhar com histórias em quadrinhos em sala de aula. O leitor irá perceber que são perspectivas gerais, à moda muito mais de alguns princípios do que de passos metodológicos. Isso é assim porque não acredito que exista uma metodologia única que possa dar conta das diferentes realidades educativas nas quais os diferentes professores, com diferentes histórias e motivações, atuam. Acredito que cada um constrói o seu próprio caminho metodológico a partir das experimentações práticas que faz e da reflexão crítica que desenvolve sobre elas. Professores, penso, devem ser criadores. É assim também para aqueles que querem trabalhar com as histórias em quadrinhos. Com base nisso trago a estes algumas considerações que se apresentam a seguir:
1. As histórias em quadrinhos são narrativas imagético-textuais que podem contribuir, na educação básica e superior, tanto no desenvolvimento da razão sensível como da razão simbólica.
A grande maioria dos professores foi formada dentro de uma tradição escolar racionalista: o acento era colocado nos conteúdos conceituais e a valorização maior era dada ao trabalho intelectual, como se fôssemos apenas cérebros ou, dizendo de outra forma, dava-se pouca atenção a outros atributos muito importantes para nós humanos, como por exemplo, o corpo e as emoções. E vou ficar apenas nestes dois exemplos, mas poderia destacar outros aspectos. Alguns estudiosos denominam esta maneira racionalista de compreender a educação como concepção cartesiana da educação ou então concepção newtoniano-cartesiana da educação. Nos dois casos as referências são claras: o filósofo René Descartes, que é considerado por muitos o “pai da filosofia moderna” no mundo ocidental; e o físico Isaac Newton, que realizou uma leitura matemática dos eventos do mundo físico com extrema competência. Pessoalmente não tenho nada contra estes dois pensadores e pesquisadores. Deram contribuições fantásticas para a construção da cultura humana. O problema é que muitos daqueles que vieram depois tomaram seus escritos e foram elaborando concepções cada vez mais restritivas do ser humano e do conhecimento. O resultado é que nos fechamos, também nas escolas, numa perspectiva racionalista em detrimento de outros aspectos humanos, o que é, a meu ver, um limite grave e que tem sérias implicações para o tipo de sociedade que estamos construindo e para o nosso futuro a médio e longo prazo.
As histórias em quadrinhos são narrativas imagético-textuais que auxiliam a desenvolver a razão sensível e a razão simbólica e, portanto, auxiliam a superação da limitação imposta pelas abordagens racionalistas. A razão sensível é fruto da experiência de nosso corpo, de nossos sentidos, de nossas diversas sensibilidades, de nossa percepção intuitiva. Falo em razão sensível porque estas percepções dos sentidos são sensações que favorecem, também elas, uma maneira de ver e dizer o mundo, ou seja, elas têm direção e sentido. A razão simbólica é fruto de nossa capacidade de verbalizar e interpretar o mundo usando palavras. Nós, humanos, precisamos da razão sensível e da razão simbólica.
Um professor – na educação infantil, no ensino fundamental, no ensino médio, no ensino superior e mesmo nos cursos de pós-graduação – , tendo presente as especificidades dos alunos com os quais trabalha, pode se utilizar da linguagem dos quadrinhos para ajudá-los a reconhecerem e desenvolverem estes dois aspectos da razão humana: a razão sensível e a razão simbólica.
2. De um ponto de vista mais genérico é preciso dizer que o trabalho com as histórias em quadrinhos favorece o desenvolvimento de uma maneira diferente de olhar e pensar a realidade.
Se o trabalho com as histórias em quadrinhos permite o desenvolvimento das capacidades sensíveis e simbólicas, então, elas ajudam também a elaborar outro jeito de olhar e pensar a realidade. Não mais apenas com a razão científica, instrumental e fria, mas também com uma razão sensível, que olha para a complexidade do mundo, da vida e do ser humano de maneira sensorial, afetiva, intuitiva e termina por perceber aspectos da realidade não detectáveis apenas pela perspectiva científica.
Muitos dos nossos atuais administradores, por exemplo, só conseguem olhar para o mundo desde a perspectiva da ciência na qual foram formados. Falta-lhes sensibilidade para perceber a vida, manifesta em diferentes níveis da realidade, de uma forma mais holística e integrada. Resultado: a vida ameaçada nas cidades e no planeta.
Claro que apenas as histórias em quadrinhos não vão resolver esta situação, mas elas podem, se bem trabalhadas, dar uma contribuição substancial para desenvolver outras formas de olhar, pensar e intervir na realidade. Óbvio que se pensa aqui num processo que deve se desenrolar ao longo de anos de formação e num diálogo permanente que envolva diferentes áreas do conhecimento, isto é, é um esforço também interdisciplinar. E não posso deixar de notar que se a interdisciplinaridade é tão falada e tão desejada por um lado, por outro ela não é tão simples de ser efetivada. Ainda precisamos, na prática, aprender muito sobre como construí-la, pois nem tudo que se apresenta como interdisciplinar de fato o é. As histórias em quadrinhos podem favorecer muitos trabalhos interdisciplinares na realidade escolar.

Never Die Club no Quadro a Quadro!

Por Fontana - Quadro a Quadro -30.09.11

Depois da excelente estreia da sessão de quadrinhos on line do Quadro a Quadro, com Silêncio, estreia neste domingo o Never Die Club, nossos primeiros quadrinhos seriados.
Não se sabe quem o fez e nem a quanto tempo, mas foi descoberto o caminho para a imortalidade. Para guardar seus segredos os imortais ocultaram seus nomes, destruíram seus símbolos e ridicularizaram as próprias crenças. Como prêmio, eles tomaram o mundo em suas mãos. Mas, cuidado, só por saber disso você corre sérios riscos, pois os imortais, os inominados, o Never Die Club, não admite ser descoberto.
Com roteiros de Marcello Fontana e ilustrações de Thony Silas, não deixe de acompanhar a saga de Venus, Lazarus, Tristan, Roque, Kyoshi e Laila, todos os domingos nas páginas do Quadro a Quadro… isto é, se você estiver disposto a correr os riscos.
Diagramação e logo do Never Die Club por Dan César (docks82@gmail.com)
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