domingo, 4 de dezembro de 2011

Artista pinta mulheres nuas com fantasias de Guerra nas Estrelas e de super-heróis

Por Rosa Golijan - Gizmodo
Encontrei um novo herói. O nome dele é Mark Greenawalt, e ele usa látex líquido e tinta para pele para transformar pessoas nuas em personagens de Guerra nas Estrelas, super-heróis e outras criaturas. O cara tem talento e um portfólio lindo:
Não sei como não tinha ouvido falar do Mark ou do trabalho dele antes, mas fiquei impressionada agora que eu o conheço. Como eu disse, ele tem um talento absurdo, e consegue usar pouco mais que tinta, alguns acessórios e o corpo humano para criar a aparência de usar fantasias. Ele já trabalhou em diversas convenções — será que ele é o responsável por esta foto? — e já trabalhou com empresas como a World Wrestling Entertainment, Maxim, Playboy e Heineken.
Você pode ver o portfólio dele aqui, mas eu já me adiantei e reuni minhas imagens preferidas nesta galeria, incluindo a primeira que me chamou a atenção: a belíssima arte temática de Star Wars.
Você deve ter percebido que a maioria das "telas de pintura" dele são mulheres, e claro que elas são as primeiras a chamar a atenção, mas o Mark já pintou rapazes também, incluindo alguns dos super-heróis nesta galeria:
Fantástico. Você encontra mais trabalhos do Mark neste link: [Mark Greenawalt]
Todas as imagens por Mark Greenawalt

sábado, 3 de dezembro de 2011

Antologia em quadrinhos publicará histórias sobre o Occupy Wall Street

Por UHQ

Occupy Comics: Art & Stories Inspired by Occupy Wall Street
O movimento Occupy Wall Street está chegando aos quadrinhos. Está em ação nos Estados Unidos uma iniciativa de publicar uma antologia com histórias baseadas no protesto, que vem crescendo mês a mês ao redor do mundo.
Chamada de Occupy Comics: Art & Stories Inspired by Occupy Wall Street, ela trará trabalhos de diversos artistas do meio. O projeto está sendo comandado pelo cineasta Matt Pizzolo, que pretende fazer uma "cápsula do tempo das paixões e emoções que o criaram movimento".
O objetivo é trazer artistas e escritores inspirados pela manifestação e contar histórias sobre as pessoas que estão abraçando a causa e saindo às ruas para protestar.
Dentre os artistas que participarão da antologia estão Charlie Adlard, Marc Andreyko, Tyler Crook, J.M. DeMatteis, Joshua Dysart, Joshua Hale Fialkov, Joseph Michael Linsner, Steve Niles, Steve Rolston, Tim Seeley, Ben Templesmith, Dan Goldman, Amanda Palmer, Darick Robertson, Mike Allred, Shannon Wheeler, Eric Drooker, Ryan Ottley, Dean Haspiel e Guy Denning.
É provável que David Lloyd, desenhista de V de Vingança - cujo personagem principal inspirou muitos manifestantes - também participe.
O objetivo é fazer uma grande edição em capa dura para ser publicada em setembro de 2012, mas Pizzolo pretende lançar edições individuais à medida que os artistas forem entregando seus trabalhos, a partir de abril do próximo ano, tanto no formato impresso quanto digitalmente.
Tanto as edições individuais quanto a antologia em capa dura devem ser distribuídas de forma independente.
Todo o projeto será bancado por contribuições feitas pela internet de pessoas que apoiam a causa. O objetivo era conseguir 10 mil dólares, mas até o momento o montante já está em 12 mil faltando ainda uma semana para acabar o prazo das doações. Os artistas também doarão seus cachês.
O valor arrecadado com o projeto da antologia será doado para os manifestantes.
Para saber mais sobre o Occupy Comics, visite o blog oficial.

Alan Moore comenta movimento Ocuppy Wall Street

Por UHQ

Alan Moore
Depois de Frank Miller dar uma declaração sobre o movimento Ocuppy Wall Street, chegou a vez de outro grande escritor dar sua opinião sobre as manifestações que estão acontecendo nos últimos meses - Alan Moore.
Dentre os clássicos trabalhos de Moore estão WatchmenDo Inferno e V de Vingança. Todas as três obras chegaram a ganhar adaptações cinematográficas, sendo que a última apresentava a história de um misterioso anarquista se rebelando contra um sistema de governo opressor que tomou conta do Reino Unido em uma imaginária realidade distópica no ano de 1997. A graphic novel foi publicada originalmente entre 1982 e 1983.
A máscara estilizada utilizada pelo anarquista em V de Vingança é baseada no rosto do inglês Guy Fawkes, que em 5 de novembro de 1605 tentou explodir o parlamento da Inglaterra e assassinar seus membros, junto com o rei Jaime I. O marcante design, associado ao tema central da graphic novel e a popularização da história depois de estrear nos cinemas, acabou fazendo com que a máscara ganhasse as ruas nos últimos tempos em diferentes manifestações populares ao redor de mundo e até mesmo no Brasil.
"Acho que, enquanto estava escrevendo a história, bem lá no fundo imaginei se não seria legal se aquelas ideias tivessem algum impacto. E quando vejo essa fantasia invadir o mundo real... é peculiar. Parece que esse personagem que criei há 30 anos escapou do reino da ficção", declarou Alan Moore ao jornal The Guardian.
"Aquele sorriso é tão assustador. Tentei usar a natureza enigmática desse sorriso para efeito dramático. Podíamos mostrar uma imagem do personagem apenas parado em pé, silencioso, com uma expressão que podia ser de alegria ou de maneira mais sinistra. Ver máscaras com os manifestantes faz com que eles se pareçam um único organismo, esse tal de 99% de que ouvimos tanto falar. Nesse sentido é formidável, posso ver o motivo de estarem usando a máscara", analisou.
V de Vingança
Para o autor, isso transforma os protestos quase que em algo performático. "Parece uma ópera. Cria uma sensação de romance e drama. Quero dizer, as manifestações podem ser muito exigentes e desgastantes, e assim trazer certo desânimo. São coisas que precisam ser feitas, mas isso não significa que são tremendamente prazerosas. Acho apropriado que essa geração de manifestantes tenha transformado sua rebelião em algo que o público em geral possa se envolver com mais facilidade. Elas parecem gostar disso, e assim passam uma mensagem poderosa".
Os diretos sob a máscara pertencem à Time Warner, um dos maiores conglomerados empresariais do mundo. Curiosamente, esse tipo de empresa é um dos principais alvos do movimento Ocuppy Wall Street, o que não deixa de ser irônico para o autor. "É cômico assistir a Time Warner tentando se equilibrar nessa corda bamba. É embaraçoso ser uma empresa que parece estar lucrando com um protesto contra grandes corporações. Não é que eles querem estar associados com o movimento, mas também não querem recusar o dinheiro que está entrando. Isso vai contra o instinto deles", afirmou.
Por fim, Alan Moore também comentou o movimento em si. "No momento, os manifestantes parecem fazer um movimento com clareza moral, protestando contra o estado ridículo causado por nossos bancos, empresas e líderes políticos. Provavelmente, seria melhor se as autoridades aceitassem que esta é uma nova situação, que a história está sendo escrita. História é algo que acontece em ondas, geralmente é melhor seguir a corrente e não nadar contra elas. Espero que os líderes mundiais percebam isso", analisou.
"O último capítulo de V de Vingança se chama Vox Populi. A voz do povo. E acho que, se a máscara significa algo no contexto atual, é isso. É o povo, essa entidade misteriosa que com frequência é evocada", finalizou.

Dos quadrinhos para as telonas

- Ficção HQ
Aproveitando o recente lançamento do filme Homem de Ferro 2 nos cinemas, e também que diversos filmes de super-heróis foram lançados ultimamente (mais do que em qualquer outra época), coloco aqui minhas listinhas de 5 piores e 5 melhores adaptações dos quadrinhos para as telonas. Ah... O Homem de Ferro não está em nenhuma das duas, o que é ruim por um lado, e bom por outro.

Os 5 piores

Só um esclarecimento: estou levando em conta apenas os filmes mais recentes. Não dá pra comparar os filmes de hoje com os do Homem-aranha com óculos de natação, de um passado remoto.

5º lugar: X-men Origens – Wolverine. O filme até que ficou legal, mas... Puxa, é o Wolverine! A história dele, que ficou em segredo nos quadrinhos por anos e anos! Mas, em vez de fazer algo do caralho, optaram por fazer um filme “para todas as idades”. E aquele final... Ah, aquele final desgraçado! (Se você ainda não assistiu, pule para o próximo, porque eu vou contar. Pule agora!). Balas de adamantium perfurando uma caixa craniana de adamantium? Essa foi a melhor explicação que o roteirista achou para a amnésia? Com todo o histórico (já prontinho, era só ler) formado nas HQs? Na cena em que ele vê a mulher de seu passado nos laboratórios, pensei: Massa! Eram tudo implantes de memória. Afinal, esse é o Wolverine. Porém, eles optaram por “O cérebro pode regenerar, mas suas memórias não retornarão”. Por favor! E a cena depois dos créditos? Fiquei esperando um tempão só para ouvir uma piadinha sem graça.

4º lugar: O Homem-Aranha 3. O filme tem umas falhas bem chatas e apela para o melodrama, além de não retratar o Venom como seria digno dele. Contudo, também tem pontos positivos, por isso está no quarto.
3º lugar: Motoqueiro Fantasma. Eu não gosto muito histórias do personagem em si, mas o filme, para mim, foi um verdadeiro fiasco. Ouvi dizer que o Nicholas Cage gosta tanto do Motoqueiro que quis fazer seu filme... Poxa, se ele gosta mesmo do personagem, deveria não ter feito, para preservá-lo. Os efeitos visuais ficaram legais, beleza, mas a historinha... Isso sem falar que, quando você acha que ele vai fazer alguma coisa realmente foda, ele (suspense...) aponta o dedo. Seus inimigos devem ter se cagado de medo, e então, quando tudo que ele faz é apontar, “Ufa! Que alívio. Me borrei todo à toa”.

2º lugar: Justiceiro – em Zona de Guerra. O filme é tosco. Apela para violência, fazendo do anti-herói um verdadeiro sanguinário quase desmiolado. Além do que as formas bizarras com que ele mata os inimigos são simplesmente hilárias, de tão absurdas. Bom... há quem goste desse estilo. Definitivamente não é o meu. O que ele tem de bom, para mim, são as referências que o vilão da história – o Retalho – faz ao Coringa de Jack Nicholson.

1º lugar: The Spirit. Não me lembro de alguma outra vez eu considerar tão seriamente a possibilidade de sair no meio da sessão do filme quanto nesse caso. Afinal, meu dinheiro eu já tinha perdido mesmo, não precisava perder meu tempo também. Efetivamente só não saí porque estava com amigos... e a sugestão do filme foi minha. Me desculpem! Eu não tinha como saber... O filme é muito psicodélico, uma maluquice sem sentido. Tem plástica de arte, mas é só visual mesmo. Desculpem-me se alguém gostou, mas, em resumo, eu achei uma verdadeira porcaria! A pior adaptação dos quadrinhos e um dos piores filmes que eu já assistir. E pensar que The Spirit tem histórias tão boas nos quadrinhos... Will Eisner deve se remexer no túmulo toda vez que mais alguém assiste ao filme.

Os 5 melhores

FLASHBETO: Super heroínas no carnaval do Rio

O Carnaval de 2011 já passou e o de 2012 já aquece as baterias, mas quem curte quadrinhos dificilmente sairá na rua vestido de papangu ou se atreverá a desfilar sua graça na Unidos da Tijuca, na Gaviões da Fiel, no Balanço no Morro, nos Filhos de Ghandi ou no Galo da Madrugada. Mesmo assim, optamos por não deletar, nem colocar esse post no Limbo. O por quê? LEIAM e tirem suas próprias conclusões!(BP)
Por Em quadrinho
O Globo News fez um video que mostra algumas beldades, ou melhor, algumas gostosas de destaque em escolas de samba do Rio (2011) sendo vestidas, ou melhor, pintadas de super heroínas. Ao que parece o video é só para assinantes do site então não consegui achar, mas aqui estão algumas fotos que o bleeding cool postou. Elas foram capturadas do video, por isso estão meio em baixa resolução, mas dá pra ver legal. Tem a Mulher Maravilha, Tempestade, Elektra, Mulher Aranha e a She-Ra
Agora quem sabe os nerds pensam duas vezes antes de dizer que não gostam de carnaval:

EMMA FROST COSPLAY : UAU !!!!!!!!!!!!!!!!!!

Por Chamando Superamigos

Descobri essa deusa no Facebook. Seu nome é Hirari KosMaker. Como Emma Frost , ela também manipula meus pensamentos . 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

TEMPO REAL: Paulo Ramos em Natal!

Hoje a noite na Livraria Nobel Cultural, o premiadíssimo autor e crítico da nona arte (entre outras centenas de adjetivos e atribuições possíveis), Paulo Ramos, presenteou o público natalense fã da arte sequencial com o lançamento de seu mais recente trabalho:  Faces do Humor - uma aproximação entre tiras e piadas.
O Carnatal tá rolando, hoje? Não brinca? Uia! - exclama nosso ilustre convidado
 Ivan Cabral presenteia Paulo com a edição # 3 da Maturi.
Itaércio recebe a nossa doação tripla (representei os irmãos W.W.W. também) para a cesta cultural de natal do Solto na Cidade. Lamentamos que poucos artistas do projeto compareceram ou cederam suas revistas. Mas ainda tem tempo de fazer isso, entrem em contato com a Milena Azevedo que ela ficou como a responsável para repassar o lote para o Itaércio numa outra oportunidade!
 Olha só quem apareceu para fazer barulho depois: o BRUMMMMMMM!
A arte do projeto pessoal "Musicartum" do BRUM que foi divulgada em primeira mão aqui na RQ no último dia 30 de novembro já estava pronta e a espera de seu 1º comprador oficial, o "GARRAFA"! O projeto já rendeu um promissor convite ao cartunista, mas juramos sigilo absoluto que só divulgaremos quando ele nos der carta branca. Afinal, de sangue-sugas e detratores o universo está cheio!
Sim... já ia esquecendo, o dia ou melhor a noite era do Paulo Ramos. E  esse não via a hora de terminar a sessão de autógrafos para se deleitar com o baita engarrafamento que se extendia por toda a Salgado Filho, colocar seu abadá do Unidos do Cartum e sair na Micoreta!
Eu também comprei um exemplar e já que o Paulão estava fazendo jabá de sua edição, aproveitamos pra fazer o mesmo!Compre batom! Compre batom!
Brum também levou um exemplar autografado pra casa, confidenciou que era um leitor assíduo de tiras durante sua infância e juventude...
 ... agora deixara de ser para se tornar um "viciado em tiras", confesso!
 Momento Kodak! "Cara fazia décadas que eu não ouvia isso!" - sorriu o autor da noite!
E foi assim durante toda as quase duas horas em que estivemos nas modestas, mais aconchegantes dependências da Livraria Nobel Cultural, mais um point de encontro sadio e enriquecedor para o público ávido por novidades e publicações de qualidade. 
O reencontro com tanta gente bacana que ia e vinha, nos fez lembrar dos momentos áureos que não voltam mais, da saudosa Garagem Hermética Quadrinhos... afinal, a primeira a gente nunca esquece!
Parabéns ao Paulo Ramos pelo lançamento, pela baita obra (Bien Venido, também esteve disponível ao público, embora em doses homeopáticas) e pela coragem em declarar publicamente o seu amor incondicional ao Axé e as Micaretas foras de época...
Que outros "Carnatais" o tragam à está cidade e de preferência para uma temporada um pouco mais estendida (igual a uma rede na beira da praia).
Obs: desconsiderem o lance do gosto do Paulo por Micaretas, era pura tiração de onda de minha parte. O "Golias dos Quadrinhos Nacionais", não gosta disso, simplesmente, A-D-O-R-A! E dá-lhe de Colosso Rodes!

200 histórias da Bíblia desenhadas por Sergio Cariello

Por UHQ

A Bíblia em ação
O brasileiro Sergio Cariello, que tem no currículo passagens pelas principais editoras de quadrinhos dos Estados Unidos, Marvel e DC, com personagens como Homem-Aranha, X-Men, Batman, Super-Homem e outros, acaba de ter um novo trabalho publicado no Brasil, voltado a um público bem maior que o dos leitores de HQs tradicionais.
A novidade é A Bíblia em ação (formato 16 x 23 cm, 752 páginas coloridas, R$ 55,90), lançado pela Editora Geográfica, que traz as 200 principais histórias bíblicas em quadrinhos.
Há passagens do Antigo e do Novo Testamento, protagonizadas por Moisés, Josué, Paulo, Abrão, Jesus Cristo e outros, sempre com uma linguagem mais curta e direta e no traço competente de Cariello.
Este trabalho foi produzido originalmente para o mercado norte-americano - há, inclusive, um site oficial, no qual é possível ver amostras de algumas histórias.
Confira abaixo um preview da versão nacional da obra.


Image lança edição especial de 20 anos de Madman

Por UHQ
Madman
O personagem Madman foi criado por Mike Allred, e sua primeira aparição aconteceu na revista Creatures of the Id, em 1990. Depois disso, ganhou minisséries, especiais e até um crossover com o Superman. A criação independente de Allred passou por editoras como Caliber PressDark Horse e Image Comics.
E será justamente pela Image que será lançado em dezembro Madman: 20th Anniversary Monster, uma coletânea em capa dura de 264 páginas comemorando os 20 anos do personagem.
Além de republicar pin-ups de artistas consagrados, como Jack Kirby, Frank Miller, Frank Frazetta e Alex Toth, serão apresentadas histórias inéditas produzidas pelo seu criador Mike Allred e outros, dentre eles Matt Wagner, Peter Bagge, Darwyn Cooke, Erik Larsen, David Mack, Paul Pope, Eric Powell, Frank Quitely e os irmãos Jaime, Gilbert e Mario Hernandez.
No Brasil, o encontro de Madman com o Superman chegou a ser publicado pela editora Atitude. Entretanto, a minissérie ficou incompleta e apenas os dois primeiros números das três edições programadas foram lançados. A última aparição de Madman por aqui aconteceu em Madman Comics Volume 1, edição que saiu pela Pixel Media em 2006. Saiba mais sobre esse especial clicando aqui.

Quadrinhistas catarinenses lançam a revista Catacomics

Por UHQ

O projeto CataComics, quadrinhos independentes visa a divulgação e projeção do trabalho dos ilustradores catarinenses, assim como a difusão desta arte em nível nacional.
Também objetiva criar uma plataforma de interação entre os artistas do Estado, desenvolvendo um círculo criativo dentro deste gênero artístico.
A primeira edição conta com a participação dos artistas Ricardo Manhães, Alex Guenther, Chicolam, Aldo Anjos, Jean Errado, José Mathias, D'Imitre Martins e Juliano Frena.
A publicação pretende ser trimestral e buscará sempre novos artistas para o grupo, a cada edição. A tiragem desta primeira edição é de dois mil exemplares.
Catacomics #1 terá evento de lançamento no dia 11 de dezembro, domingo, a partir das 16h, nas Livrarias Catarinense (Beiramar Shopping).
Para outras informações, clique aqui.
CataComics

FC e carnaval

Por Milena - GHQ

O universo Intempol é criação do escritor, designer gráfico e professor Octavio Aragão. A ideia brotou no conto Eu Matei Paolo Rossi, publicado em 1998, na antologia Outras Copas, Outros Mundos. Ali, Octavio já misturava ficção científica com futebol, apresentando uma polícia temporal com um jeitinho bem brasileiro de agir.
De lá pra cá, o universo Intempol apareceu em contos, numa webcomic, numa graphic novel e em jogos de RPG, mas Octavio ainda não havia conseguido produzir uma HQ de sua autoria. A “maldição” foi quebrada quando, em parceria com o desenhista capixaba Manoel Ricardo, Octavio produziu o álbum Para tudo se acabar na quarta-feira (Editora Draco, 64 páginas, P&B, R$ 24,90), baseado em seu conto homônimo.
Com um plot inovador, Octavio presta homenagem a Will Eisner e Edgard Allan Poe, num prólogo (ou seria “comissão de frente”?) bem sacado – apresentando o Comissário Valadão, o “Ectoplasma” e o quadrinista Wilson (lembram de William Wilson e seu sósia?) –, que se completa no epílogo (numa metanarrativa perfeita), no qual ele brinca com três ícones da literatura fantástica e também faz menção a outra dupla famosa dos quadrinhos: Comissário Gordon e Batman.
A trama principal (que aparentemente não tem ligação com o prólogo ou o epílogo, uma espécie de “paradinha” executada com maestria) foca no traficante Guilherme Matheus Renhe, que durante o carnaval vai acertar contas com o dono do morro, Dedé Cascadura, a respeito de um x-9 que o mesmo havia infiltrado em seu bando. Prestes a mostrar quem mandava mesmo no morro, Guilherme é abordado por Payne, um agente da Intempol. Esse revela que o nome de Guilherme é Mateorecne e lhe conta a verdade sobre sua história e seu treinamento. Guilherme fica atônito, mas não dá bola pra Payne. Segue com seu pessoal pra Sapucaí, esperando ver sua garota, Joana, desfilando.
O samba-enredo na boca do povo, todos se divertindo, até um tiro fatal ser disparado. Guilherme tenta descobrir de onde veio o tiro. Encontra dois homens (outras referências literárias, mas não necessariamente de FC) que informam a fuga do assassino. Sem entender aquilo tudo, Guilherme contata Payne. Payne dá uma pequena mostra dos poderes da Intempol e explica a forma de agirsui generis dessa agência (excelente teoria sobre a sobrevivência do Cro-Magnon em detrimento do Homem de Neanderthal). Caberá a Guilherme ser um agente legal ou um completo FDP. Ele sabe que o tempo premiará a melhor estratégia.
A quem está tomando o primeiro contato com a Intempol, Para tudo se acabar na quarta-feira é um excelente cartão de visitas. Na HQ, o leitor fica sabendo que a Intempol se utiliza de universos criados pelas mentes mais prolíficas da literatura e da arte sequencial, e uma das missões dos agentes é matar os próprios escritores (ou não).
E a arte de Manoel Ricardo reflete a premissa de Octavio. Ao misturar o estilo mangá com a linha clara, alterna aspectos realistas e fantasiosos, com espaço para alguns exageros gore e muita ação.
Octavio e Manoel comprovam que a ficção científica dá samba. Seus personagens fazem bonito na avenida, e em todos os quesitos ganham nota 10.

SEREIAS DE GOTHAM: APENAS ADMIRANDO A MERCADORIA

Doação de HQs do 1ª Edição para a cesta cultural de Natal do Solto na Cidade

Por Milena Azevedo (via e-mail)
Pessoal, boa tarde!
Itaércio, editor do Solto na Cidade, me pediu pra gente doar HQs do 1ª Edição para a cesta cultural que o Solto está criando e sorteará entre os assinantes.
Quem topar e for HOJE ao lançamento do livro do Paulo Ramos, na Nobel Salgado Filho (atenção que não é no Midway, é na mesma rua, próximo ao antigo Hotel Tirol), já pode levar o exemplar. Itaércio e Anne estarão por lá. 

OBS: Nós estaremos e levaremos  A.A.A de Wanderline Freitas, Os Notáveis (parceira minha com os irmão W.W.W.) e Carcará pra colaborar! Espero que outros autores sigam o nosso exemplo! (BP)

Paulo Ramos autografa Faces do Humor em Natal

Por UHQ
Faces do Humor - uma aproximação entre tiras e piadas
Nesta sexta-feira, dia 2 de dezembro, a partir das 18h, na Livraria Nobel Cultural (Av. Salgado Filho, 1782, Tirol, Natal/RN), o jornalista e escritor Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos) realizará uma sessão de autógrafos para o lançamento de seu mais recente livro, Faces do Humor - uma aproximação entre tiras e piadas.
"As tiras cômicas costumam ser vistas como piadas. Mas será que essa relação realmente existe? Quais seriam os pontos de contato? São esses questionamentos que Faces do Humor - uma aproximação entre tiras e piadas procura responder. O livro é uma adaptação atualizada da tese de doutorado de Paulo Ramos, defendida em 2007, na USP, e faz uma análise comparativa entre as tiras cômicas e as piadas, tendo como base autores como Laerte, Fernando Gonsales, Mauricio de Sousa, Quino, João Montanaro e Luis Fernando Veríssimo, dentre outros", anota a sinopse da obra.
O livro, publicado pela Zarabatana Books, tem 224 páginas e custa R$ 39,90.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...