quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O que o Deus do Trovão estaria dizendo nas situações abaixo?

Opção 1: Por que esses mortais continuam a questionar a minha masculinidade?!
Opção 2: Anos de balé abandonados pra quê? Para uma carreira de heroi?! E vivem mudando os meus modelitos... tô passada!
Opção 3: Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós...
Opção 1: Agora vocês vão ver quem é a "bicha loira", seus malditos Vingadores!
Opção 2: THOR QUE EXPRESSÃO É ESSA EM SEU ROSTO? (Mocinha ingênua)
- Tô pensando qual é o motel mais próximo para eu poder nos teletransportar!

Opção 3: Tomara que o Parker já tenha batido a foto como combinado. Tá difícil ficar segurando essa rachada nojenta e manter as aparências!
Opção 1: PODEROSAAA!
Opção 2:
TESÃOOO! (A se eu pego nas bolas do Hulk de jeito!)

Opção 3:
Aiiiiiiiiiii!(Me molhei todinha...hi! hi!hi!)
Opção 1: COMO UMA DEUSA...
Opção 2:
PAREM! (E olhem para o novo visual da biba aqui)

Opção 3:
Levante os braços aí a galera!!!
Opção 1: OPS! (Escapuliu)
Opção 2:
ECAAAA! (Loki gozou no
Mjölnir de novo!)
Opção 3:
PEGAAAAAAA!

Conheça a HQ experimental e independente Produto

Por UHQ

Produto
Produto (formato 10 x 14 cm, 16 páginas) é uma HQ criada pelo quadrinhista Rafael Cândido de Oliveira, também conhecido como Rafael Química.
Ele é colaborador de fanzines e mantém um blog com tiras e histórias em quadrinhos.
A ideia da HQ nasceu no final de 2010, quando Rafael fazia um curso sobre a produção de quadrinhos autorais. A história surgiu em um dos exercícios aplicados em aula e não tem texto nos balões.
A capa simula uma embalagem de papelão, com código de barra e símbolos de "este lado para cima", o que tem relação com o título e conteúdo das duas histórias, assim como a técnica usada na capa, a serigrafia.
A obra é independente. A impressão das 500 cópias foi bancada pelo próprio autor, que está distribuindo a revista entre pessoas da área e comercializando em lojas de São Paulo e Curitiba.
De acordo com Rafael, trata-se de um trabalho alternativo, autoral e experimental. Interessados em adquirir podem clicar aqui.

Lançado Primeiro Fanzine Colaborativo para Ipad

Por Zine Brasil

Em março deste ano, a  Mobilepedia  lançou um projeto colaborativo voltado a criar o primeiro fanzine para iPad. O projeto para ser realizado precisava de R$ 14 mil em doações. Finalmente seis meses depois, o projeto ganha vida e já está disponível para download gratuito na App Store.
Batizado de Kapta, o primeiro fanzine brasileiro  para o iPad, foi criado por cinco designers de São Paulo, Bruno PugensFelipe LekichJeng ho RochaPedro Paz e Rafael Aguiar, que formam o Studio Baleia, o fanzine conta com reportagens, entrevistas sobre cultura e esportes, arte, informações sobre o cotidiano e até histórias em quadrinhos.
Confira abaixo o vídeo apresentando o fanzine.

Mundo Caricato 1 de 2

Fonte: Minilua

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Michael Jackson
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Hugh Laurie (Dr. House)
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Daniel Radcliffe (Harry Potter)
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Silvester Stallone

Produtora de Crepúsculo investe em adaptação de quadrinhos

Por Adoro Cinem

A Summit Entertainment tem aproveitado os muitos dólares ganhos com os filmes da saga Crepúsculo para diversificar seu catálogo de lançamentos. Seu mais novo alvo é Area 52, baseado em graphic novel homônima criada por Brian Haberlin e publicada em 2001 pela Image Comics.

A história acontece em um depósito de lixo ultra secreto, onde descobertas de outros planetas são armazenadas. Até que, quando uma máquina de guerra alienígena surge, os guardas locais precisam se defender dela.

O longa-metragem ainda não tem diretor, roteirista ou elenco definidos, mas a Summit já entregou o projeto aos produtores Lorenzo di Bonaventura (Transformers) e Mark Vahradian (RED - Aposentados e Perigosos).

Bruxelas abre museu de histórias em quadrinhos

Por Voz da Rússia - 29.09.11

Foto: EPA


O MOOF (Museum of Original Figurines), primeiro museu da Europa dedicado aos personagens de história em quadrinhos, abrirá suas portas ao público nesta quinta-feira com uma coleção que inclui peças únicas no mundo inspiradas nos quadrinhos belgas, europeus, americanos e japoneses.
Nascido da iniciativa de dois grandes colecionadores belgas, o MOOF quer dar um novo enfoque aos museus de histórias em quadrinhos permitindo ao visitante "ver os personagens em três dimensões e inclusive tocá-los", segundo disse na quarta-feira o curador do museu, Jean-Pierre Vanhemelryck.

Warner pretende produzir série de televisão com o Desafiador

Por UHQ
Desafiador
Com o fim de Smallville, a Warner começa a procurar na galeria da DC Comics qual personagem pode virar série para a televisão. De acordo com o site Deadline, o mais cotado no momento é o Desafiador, e o projeto está sendo desenvolvido por Eric Kripke, criador do seriado Supernatural.
De acordo com o presidente do canal CW, Mark Pedowitz, eles pretendem ter uma série de super-heróis já no próximo ano. Entretanto, até o momento não havia nenhuma indicação sobre qual personagem estava na mira do estúdio para ser adaptado.
Devido às similaridades entre Supernatural e Desafiador, a escolha de Kripke para cuidar do projeto não chega a ser surpresa.
A primeira aparição do Desafiador (Deadman, no original) aconteceu em 1967, na revista Strange Adventures #205. O personagem foi criado por Arnold Drake e Carmine Infantino e seu alter ego é Boston Brand, um trapezista que foi assassinado. Desde então, seu espírito vaga pela Terra habitando o corpo de outras pessoas para ajudá-las a resolver seus problemas.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A HORA DOS HEROIS se aproxima: em dois dias!

Não... você nãoe stá sonhando! Será aqui, sempre as 20h horário de Brasília!

AO PÉ DA LETRA:Beyoncé - If I were a Boy (E falou o Boi)

PLACAS DESMOTIVACIONAIS 25

Exposição PEQUENOS DESENHISTAS em Pinheiros - SP

Por Renata Polydoro (via e-mail - 28.09.11 - 9 min. atrás)


Projeto Passe-partout é uma iniciativa da Galeria de Quadros, uma loja que também produz molduras, e da desenhista Renata Polydoro. A idéia é oferecer sobras de passe-partout para que artistas criem sobre elas e depois deixem expostas para venda na loja. Estamos agora na quinta exposição e agora é a vez das crianças usarem como base para suas criações artística estas sobras.

Estimular as crianças a desenhar é fundamental para o seu desenvolvimento. E quando observamos os desenhos das crianças conseguimos perceber o quanto elas, através da subjetividade, encontram formas de se expressar que nós adultos vamos perdendo conforme ficamos mais velhos. Hoje tenho em minha filha Marianita uma fonte de inspiração. E foi daí a ideia de montar esta exposição.

E as crianças que forem conferir a exposição também poderão deixar seus desenhos registrados nos cadernos feitos com capa de passe-partout que estarão à disposição dos pequenos para que estes também participem. Estes cadernos ficarão expostos nos meses em que a exposição estiver ocorrendo.
Tragam seus pequenos para conferirem e fazerem parte desta exposição também.
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Beto Potyguara entrevista Flavio Luiz para o Farrazine 24

FARRAZINE - Viver profissionalmente, da arte no Brasil, é um privilégio de poucos, apesar de existir uma demanda de mercado e uma legião de artistas talentosos em nossas fileiras pranchetais. Ao que você atribuiria esse quadro tão contraditório? O clássico provérbio do “santo de casa...”, em nosso país assumiu um caráter literal – ortoxo-dogmático–de-extrema-direita-maxi-ultra-conservadora-inquestionável?
FLAVIO LUIZ - Só agora as HQs e seus profissionais estão tendo o devido valor. Houve períodos anteriores (a época do Chiclete Com Banana) prejudicados pela situação econômica, mas acho que agora estamos na melhor época para se viver de HQ no Brasil. O problema persiste nos vícios por parte de quem contrata, querendo sempre o melhor por quanto menos possa pagar e boa parte do publico leitor, que apesar de gostar de HQ, espera sempre uma revista barata demais, ao mesmo tempo em que paga o que cobrarem por um ingresso pra show ou CD, festa, festa, festa... Mas isso está mudando e para melhor, graças a Deus.
FZ - Jayne Mastodonte foi a sua primeira personagem, mas foi com o “Aú” que seu trabalho ganhou uma maior projeção nacional. De onde vieram as inspirações (ou transpirações) para a criação desses seus personagens e qual o diferencial que você creditaria ao “Aú”, para ele ter conseguido uma aceitação bem maior que os seus antecessores?
FL - Jayne foi uma brincadeira com as personagens belicistas, lindas, mas infelizes das HQs americanas no começo dos anos 90 e apesar do sucesso agradou apenas a um grupo restrito de aficionados. É puro MAD!!!! O Aú preencheu uma lacuna num nicho de personagens 100 % brasileiros. Ele é otimista, positivo, carismático, destemido e está tendo uma aceitação maior do que eu esperava na vida! Estou fazendo o número 2, mas apesar de ter três anos que lancei, a procura pelo numero 1 ainda é grande!!!
FP - Tanto o “Aú” quanto “O Cabra” possui o perfil editorial das principais publicações estrangeiras, com um acabamento gráfico mais requintado e direcionado para um público consumidor específico. Com a diminuição do público formador de leitores de quadrinhos, oriundos das “bancas de revistas” e o afunilamento do mercado, concentrando-se principalmente nos lançamentos para as livraria, você não teme que, em longo prazo, esse público consumidor cada vez mais envelhecido também não repita o ciclo que as “cigarreiras” e “tabacarias” estão experimentando no momento de hoje?
FL - Temos que nos adequar aos novos tempos. Minha experiência com banca de revista foi frustrante, já que mesmo custando 2 reais vendi 5 exemplares da Jayne Mastodonte (realidade de Salvador na época. AÚ e O Cabra têm vendido muito mais hoje por lá). Por outro lado em BH, Rio e SP nas COMIC SHOPS vendi o suficiente para ganhar um HQMix com o número 1. Acho que HQ boa vende em qualquer lugar, mas hoje a competição com outras mídias faz que a HQ impressa seja um artigo mais voltado a quem curte de paixão, independentemente se a adquire em banca ou livraria. Exatamente por querer e preferir pagar, como leitor, numa HQ o mesmo preço e muitas vezes mais, do que muitos preferem pagar num CD ou ingresso pra Show, não me incomodei tanto com a mudança de banca pra livraria e, exatamente por respeitar e amar tanto, aceitei e quis fazer o meu material com a melhor qualidade possível, isso mesmo, a custa de um maior lucro ou dividendos. O preço dos meus títulos diante da qualidade gráfica oferecida está muito aquém do sensato! (Risos)

Nessa hora, ser meu próprio editor me poupa da bronca (risos). Pode botar na calculadora. Acontece, como lhe disse, que muitos preferem “colocar debaixo da camisa” a revistinha da banca, mesmo barata, do que pagar mais caro, por um material pra vida toda, ao artista que oferece o sangue e a alma num material que acredita e que espera ser compartilhado por aqueles que gostam, como ele, das HQs! Esse tipo de leitor que sempre quer o barato e que se dane o artista, eu dispenso! Concluindo, mesmo sem nunca ter fumado, adoro o ambiente das tabacarias e se esse é o futuro do meu meio de vida, que seja...
To be continued... 
Gostou? Pois confira a entrevista na íntegra no FARRAZINE # 24 (Lançamento oficial dia 20 de outubro)
E só lembrando aos incautos que o Flavio Luiz vai estar no stand # 4 do FIQ 2011, pois ele tem bom gosto e é bem humorado como a gente!Hehehehehe! Dê uma passadinha no dia 11 de novembro a a partir das 18h por lá para conhecer de pertinho esse fera, vencedor do "HQMIX 2011 de melhor publicação independente", é mole?

O FIQ começa:
em 1 mês, 1 semana, 3 dias

É O QUÊ??!DC Comics anuncia que todas as 52 revistas da reformulação esgotaram?

Por UHQ - 28.09.11
The New 52
DC Comics anunciou oficialmente que todas as 52 revistas da reformulação que começou este mês estão esgotadas e ganharão novas tiragens. Dentre os títulos, 11 passaram da marca de 100 mil cópias: Action ComicsAquamanBatgirlBatmanBatman and RobinBatman: The Dark KnightDetective Comics,The FlashGreen LanternJustice League e Superman.
Mais: as séries Action ComicsBatman e Justice League excederam 200 mil cópias cada, até o momento.
Action Comics e Batgirl já estão na terceira tiragem, enquanto Justice League está voltando às gráficas pela quarta vez.
Liga da Justiça"Nós, da DC Entertainment, agradecemos aos nossos criadores, leitores e parceiros lojistas. Lembramos que estamos apenas começando", disse o vice-presidente executivo de vendas John Rood, em comunicado oficial da editora. "É empolgante fazer história, mas não vamos perder tempo parabenizando uns aos outros. Estamos trabalhando para alavancar o recente sucesso a longo prazo."
Empolgados, os editores Dan Didio e Jim Lee classificaram o sucesso da reformulação como "sem precedentes", causando um "esmagador entusiasmo dos fãs". Eles também lembraram a massiva campanha de marketing e dezenas de eventos promovidos pelas lojas especializadas na ocasião dos lançamentos. "Esse é um momento divisor de águas na indústria dos quadrinhos. É o evento mais significativo dos últimos 25 anos da longa e lendária história da editora", afirmaram.
blog Speakeasy, do jornal The Wall Street Journal, especializado em economia e negócios, classificou a reformulação como "um sucesso inegável, atiçando a curiosidade dos leitores", mesmo tendo causado reações negativas por parte dos fãs na época em que foi anunciada. Lembra ainda que a expectativa agora é para ver quantos leitores voltarão para adquirir a segunda edição, após terem comprado o primeiro número.
Obs: eu preferia a galera original da Image... eles pelo menos mentiam com mais convicção. Esgotar todas?! Tremenda jogada de marketing para superfaturar em cima dos ingênuos. A propósito, será que essa galera sabe quanto o Maurício de Sousa imprime por aqui? Só a coqueluche "Turma da Mônica Jovem" vende entre 300 a 500 mil exemplares/mês! Heehehheh!(BP)

Disney x Marvel - Parte 1 de 2

Um dos fenômeno que invadiu a net foram os “mashups” (mistura) dos personagens da Disney com a Marvel. Abaixo um que satiriza o primeiro encontro de Peter Park com Mary Jane.
Marvel VS. Disney


marvel vs disney.png

Simple Desktops

Por Blog 28
Com tantos gigas de informação passando diariamente por nossos computadores, e aquela clássica falta de tempo para manter o desktop arrumadinho, sempre ajuda ter uma imagem de fundo que não colabore com o caos. Solução tão simples quanto o nome, além de grátis e colaborativa: Simple Desktops!




As Beldades Disney

Por Nerd somos nozes

kuro-neko-chan.deviantart.com
Sim, chegou, finalmente, a última parte da série que fiz de versões modernas e geralmente sexys de personagens de desenhos famosos. Agora nós vamos entrar num terreno polêmico mas que não poderia ficar de fora. Tratam-se dos desenhos da DISNEY! Sim meus queridos leitores, a controversa Disney também foi agraciada com versões inusitadas de suas princesas. Se bem que por algum motivo obscuro suas personagens femininas sempre tiveram uma aura... atraente? picante?? sexy??? Enfim, algo nesse estilo. Vocês podem me chamar de pervertido se quiserem, mas eu sempre tive uma quedinha pela Pequena Sereia huhuhuhu... Então sem mais enrolação vamos as beldades.
Obs: O esquema para saber o nome dos artistas, que eu comentei no post anterior, continua valendo para esse! Obs 2: Esse é, com voltas de distância, o melhor post da série!
- A Bela e a Fera - - A Branca de Neve - - A Pequena Sereia - - Alice No Pais das Maravilhas - - Alladin - - Atlantis - - Cinderella - - Hercules - - Mulan - - Peter Pan - - Pocahontas - 
- Tarzan 
E para finalizar com chave de ouro, a musa do A4, a deusa do nanquim, A MAIS FOGOSA MULHER FEITA DE CELULOSE! JESSICA RABBIT!!!!!!
Bom galera, isso é tudo, sei que já tem um tempo que não posto nada (tirando esses posts de beldades), mas, acreditem, vale a pena esperar. Eu e o Pêra estamos com um projeto novo aqui pro NSN que vocês vão se amarrar. Aguardem e confiem!
É Nozes!

A Bela e a Fera
elloi.deviantart.com loish.deviantart.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O universo das Webcomics

Por FIQ 2011

Quando pensamos em internet, não podemos esquecer uma de suas maiores vantagens: a democratização da informação. Você encontra de tudo, ou quase tudo, na internet e o melhor: pode criar seu próprio espaço dentro dela, sem restrições.
Com as HQs não acontece diferente. O acesso aos quadrinhos na rede, conhecidos como “webcomics”, cresce cada vez mais. A principal diferença entre esses conceitos está no seu formato e plataforma de produção. A formatação do quadrinho impresso impõe um certo limite à criatividade e à narrativa do autor, enquanto a web possibilita que a história se desenrole com mais naturalidade (o autor pode experimentar trabalhar em várias dimensões, usar mais cores e muitas outras ferramentas).
Além disso, publicar um quadrinho impresso é caro e depende de uma série de etapas. Na maioria das vezes, é preciso, por exemplo, de um agente, de revisão e de uma editora que o aceite com determinados termos e burocracia.

Assim, é notável que os quadrinistas, que não tinham vez nas editoras, começaram a achar nos blogs uma alternativa mais prática para mostrar seu trabalho. Cátia Ana, indicada ao Troféu HQ Mix (uma das maiores premiações de quadrinhos do Brasil) para o prêmio de melhor “webcomic”, com a tira Diário de Virgínia, diz que “sem a internet provavelmente não publicaria nada e não teria alcançado as melhorias que tanto desejava para o meu trabalho”. Cátia foi elogiada por Scott McCloud, quadrinista e um dos maiores pesquisadores dessa área. É de sua autoria o livro “Reinventando os quadrinhos” onde diz que “os quadrinhos online ainda estão em sua fase de fronteira. Praticamente escreve suas próprias regras.”
Mas antes mesmo de descobrir o que são realmente as webcomics, nada melhor que experimentá-las. É fácil encontrar um número bem maior de quadrinistas online do que off-line. Alguns deles são: Cibele Santos, do blog Mulher de 30; as tiras Menina não pode, feitas por Lívia Carvalho, os Quadrinhos A2, dos quadrinistas Cristina Eiko e Paulo Crumbim; as tiras daChiquinha (que começou no impresso e migrou para a internet); Clara Gomes, da tira Bichinhos de Jardim. Estará presente no FIQ toda a equipe do Pandemônio, formada também por vários autores de webcomics: Vitor Cafaggi (Puny Parker), Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho (Quadrinhos Rasos), Lu Cafaggi (Los Pantozelos), Ricardo Tokumoto (Ryotiras), Daniel Lima (Oswaldo Augusto) e Daniel Werneck, curador do FIQ.
Vitor Cafaggi, autor das Incríveis Aventuras do Pequeno Parker, acredita que criar um blog para publicar seus quadrinhos “é uma alternativa que aproxima o autor do leitor”. Segundo ele, é ótimo ter um retorno tão imediato do leitor, comentando, elogiando, criticando seu trabalho. “Muitas vezes, os leitores percebem detalhes nas tiras que nem mesmo eu percebo enquanto faço”. Foi a partir das tiras que publicou no blog, que ele recebeu convites para participar dos álbuns Pequenos Heróis e MSP 50 e para publicar as tiras do Valente no jornal O Globo.
Os mineiros do Quadrinhos Rasos começaram, no ano passado, a publicar seus quadrinhos online baseados em trechos de letras de músicas aleatórias e, através de uma plataforma de financiamento colaborativo na internet, têm conseguido ajuda para lançar no FIQ a HQ “Achados e Perdidos”, que vem acompanhada de um CD com trilha sonora exclusiva para o a história do álbum. Eduardo Damasceno conta que já lia muitas HQs online, e, junto com o amigo Luís Felipe Garrocho, já tinha se aventurado um pouco nisso, “mas só conseguimos começar a entender a abrangência que a internet permite agora, depois de quase um ano de Quadrinhos Rasos. A ideia de divulgação boca-a-boca ganha um tremendo upgrade quando nos referimos à web e é isso que tem permitido que façamos nosso trabalho e, mais importante, que as pessoas cheguem até ele. ”
As webcomics também são sucesso em outros países. Na Coreia do Sul, país homenageado deste ano, os portais mais conhecidos são os  Naver Comics eDaum Comics. Os coreanos usam muito a internet como forma de divulgação e publicação de quadrinhos. Alguns de seus webcomics possuem efeitos que dão uma experiência que vai além do campo visual do leitor, como sons aplicados em algumas tiras online.
Devemos lembrar que a publicação de quadrinhos na internet não será a solução para os problemas enfrentados pelos autores, e não aumentará significativamente as publicações na área, mas pode ser um bom suporte para dar visibilidade aos quadrinistas.
Cátia acrescenta que, para quem quer tentar a área, não é preciso ter um conhecimento aprofundado sobre internet, basta ter uma ideia e a vontade de produzir: “criar eu mesma meu website foi a maneira mais livre que encontrei. Não digo que me tornei uma webmaster ou algo do gênero. O pouco que sei é o bastante para testar as ideias que surgem”, conclui.
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