segunda-feira, 9 de março de 2009

Assistimos: CARTAS DE IWO JIMA



Este filme deve ser entendido como um complemento a outra obra de Clint Eastwood (já postada por mim anteriormente), A CONQUISTA DA HONRA. Dessa vez, nós temos a oportunidade de ver o relato da ocupação desta ilha do Pacífico sob a óptica dos japoneses. O Diretor nos apresenta um retrato comovente, inquietante e desafiador sobre esse episódio. Não há cenas magnifícas de combate e efeitos grandiosos como nos filmes do gênero, na verdade essa seqüência possui até menos ação do que o seu antecessor, mas ganha muito em conteúdo e drama em relação A CONQUISTA DA HONRA. Tentar enteder o que motiva esses soldados japoneses em franca desvantagem perante o seu invasor, o fanatismo de alguns em nome da honra (ou desonra, no caso), a humanidade e solidariedade de alguns com o seu inimigo e a desumanidade e crueldade de outros para com os seus próprios compatriotas ou consigo mesmo, são alguns dos dramas retratados com maestria por Clint Eastwood e seu competente elenco.

Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 09.09.07 (BP).

Assisitmos:À PROCURA DA FELICIDADE



À PROCURA DA FELICIDADE é um filme baseado numa história real que narra toda uma série de provações e dificuldades enfrentadas pelo vendedor de scanners hospitalares, Chris Gardner (majistralmente interpretado por Will Smith), que almeja dar uma vida melhor ao seu filho (interpretado pelo filho de Will, na vida real). A príncipio Gardner pode parecer um cara azarado num misto de Charlie Brown com Pato Donald, mas logo, sua inteligência, capacidade de superação e persistência, afloram para o público e nos passam uma belíssima lição de vida. Os extras do DVD, que contam com depoimentos do verdadeiro e hoje bilionário Chris Gardner, são tão indispensáveis de serem vistos, quanto emocionantes, assim como o filme. Sem dúvida alguma, um dos melhores filmes do ano. Um drama poético e marcante e que deve sempre ser revisitado nos momentos de aflição e atribulações pelas quais passamos ao longo da nossa vida.

Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 09.09.07 (BP)

CINEMANIA: Mostra Cultural 2008!


A SALA 3 contou com os trabalhos do pessoal da manhã sobre a história do cinema nacional e internacional. Visualmente agradou. Havia ainda exibições periódicas de filmes numa mini sala de video.

Um dos grupos optou por expor os seus trabalhos em uma tenda no meio do pátio externo da escola,


Outros alunos investiram alto na caracterização de seus personagens preferidos.

Mostra Cultural 2008,
Um verdadeiro festival cosplay.
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO VARELOG EM 09.01.09.

sábado, 7 de março de 2009

Assistimos: A CONQUISTA DA HONRA



Excelente filme de Clint Eastwood. Quem está acostumado com os filmes épicos de guerra, espera no mínimo muita carnificina, efeitos grandiosos e explosões realistas, contudo, "A Conquista da Honra" nos apresenta uma abordagem crítica e corajosa sobre um episódio em particular: a ocupação da ilha japonesa de Iwo Jima (encarada como um trófeu para os norte-americanos durante a 2ª Guerra Mundial). Não espere então uma apologia as tropas americanas, como em obras do tipo de "O Resgate do Soldao Ryan" ou "Fomos Heróis", ao contrário, os protagonistas desta película são 3 soldados sobreviventes do desembarque em Iwo Jima que se vêem transformados em heróis pela mídia e pelo governo, após a divulgação equivocada de uma foto do asteamento da bandeira americana em Iwo Jima. A criação de falsos mitos, a exploração inescrupulosa do fato, o destino desolador dos "heróis", são o foco da narrativa desse contudente documento crítico da história, pois é baseado em fatos reais. Clint Eastwood está de parabéns, pois além da obra em questão, também produziu "Cartas de Iwo Jima" que é uma releitura desse mesmo episódio, só que dessa vez pela óptica dos japoneses.


Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 07.09.07 (BP)

O que é Literatura de Cordel?


A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
História

A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-espanhol da Idade Média e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, lá chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536).Foram os portugueses que trouxeram o cordel para o Brasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com características próprias daqui. Os temas incluem desde fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.

Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores do passado. Todavia, este tipo de literatura apresenta vários aspectos interessantes e dignos de destaque:
As suas gravuras, chamadas
xilogravuras, representam um importante espólio do imaginário popular;
Pelo fato de funcionarem como divulgadoras da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero ainda no nordeste do
Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a manutenção do folclore nacional;
Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo;
A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor
didático e educativo.
Poética
Quadra: Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros.
A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo:

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá (2)
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá (4).


Outro prefere rimar todas as linhas, alternando ou saltando. Pode ser a primeira com a terceira e a segunda com a quarta, ou a primeira com a quarta e a segunda com a terceira. Vejamos estes exemplos de Zé da Luz: (ABAB ou ABBA)

E nesta constante lida
Na luta de vida e morte
O sertão é a própria vida
Do sertanejo do Norte
Três muié, três irimã,
Três cachorra da mulesta
Eu vi nun dia de festa
No lugar Puxinanã.

Sextilha: Estrofe ou estância de seis versos. Estrofe de seis versos de sete sílabas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados; verso de seis pés, colcheia, repente. Estilo muito usado nas cantorias, onde os cantadores fazem alusão a qualquer tema ou evento e usando o ritmo de baião. Exemplo:

Quem inventou esse "S"
Com que se escreve saudade 1
Foi o mesmo que inventou
O "F" da falsidade 2
E o mesmo que fez e "I"
Da minha infelicidade 3 ]

Septilha:Estrofe (rara) de sete versos; setena (de sete em sete). Estilo muito usado por Limeira, o Poeta do Absurdo.

Eu me chamo Zé Limeira
Da Paraiba falada
Cantando nas escrituras
Saudando o pai da coaiada
A lua branca alumia
Jesus, Jose e Maria
Três anjos na farinhada.
Napoleão era um
Bom capitão de navio
Sofria de tosse braba
No tempo que era sadio,
Foi poeta e demagogo
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio.

Na setilha ele usa o estilo de rimar a segunda linha com a quarta e a sétima e a quinta com a sexta, deixando livres a primeira e a terceira.
Oitava: Estrofe ou estância (grupo de versos que apresentam, comumente, sentido completo) de oito versos: oito-pés-em-quadrão. Oitavas-a-quadrão.
Como o nome já sugere, a oitava é composta de oito versos, ou oito linhas ou duas quadras, com sete sílabas. A rima na oitava difere das outras. O poeta usa rimar a primeira com a segunda e terceira, a quarta com a quinta e oitava e a sexta com a sétima. Todas as estrofes são encerradas com o verso: Nos oito pés a quadrão. Vejamos versos de uma contaria entre José Gonçalves e Zé Limeira: - (AAABBCCB)

Gonçalves:
Eu canto com Zé Limeira
Rei dos vates do Teixeira
Nesta noite prazenteira
Da lua sob o clarão
Sentindo no coração
A alegria deste canto *
Por isso é que eu canto tanto *
NOS OITO PÉS A QUADRÃO
Limeira:
Eu sou Zé Limeira e tanto
Cantando por todo canto
Frei Damião já é santo
Dizendo a santa missão
Espinhaço e gangão
Batata de fim de rama *
Remédio de velho é cama *
NOS OITO PÉS A QUADRÃO.

Quadrão: Oitava na poesia popular, cantada, na qual os três primeiros versos rimam entre si, o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.
Décima:Estrofe de dez versos, com dez ou sete sílabas, cujo esquema rimático é, mais comumente, ABBAACCDDC, empregada sobretudo na glosa dos motes, conquanto se use igualmente nas pelejas e, com menos freqüência, no corpo dos romances.
Geralmente nas pelejas é dado um mote para que os violeiros se desdobrem sobre o mesmo. Vejamos e exemplo com José Alves Sobrinho e Zé Limeira:

Mote:VOCÊ HOJE ME PAGA O QUE TEM FEITO
COM OS POETAS MAIS FRACOS DO QUE EU.


Sobrinho:Vou lhe avisar agora Zé Limeira >B
Vou lhe amarrar agora a mão e o pé >B
E lhe atirar naquela capoeira
>C
Você hoje se esquece que nasceu >C
E se lembra que eu sou bom e perfeito >D
Você hoje me paga o que tem feito >D
Com os poetas mais fracos do que eu. >C
Zé Limeira:Mais de trinta da sua qualistria
Não me faz eu correr nem ter sobrosso
Eu agarro a tacaca no pescoço
E carrego pra minha freguesia
Viva João, viva Zé, viva Maria
Viva a lua que o rato não lambeu
Viva o rato que a lua não roeu
Zé Limeira só canta desse jeito
Você hoje me paga o que tem feito
Com os poetas mais fracos do que eu.
Galope à beira-mar

Estrofe de 10 versos hendecassílabos (que tem 11 sílabas), com o mesmo esquema rímico da décima clássica, e que finda com o verso "cantando galope na beira do mar" ou variações dele. Termina, sempre, com a palavra "mar".
Às vezes, porém, o primeiro, o segundo, o quinto e o sexto versos da estrofe são heptassílabos, e o refrão é "meu galope à beira-mar". É considerado o mais difícil gênero da cantoria nordestina, obrigatoriamente tônicas as segunda, quinta, oitava e décima primeira sílabas.


Sobrinho:
Provo que eu sou navegador romântico
Deixando o sertão para ir ao mirífico
Mar que tanto adoro e que é o Pacífico
Entrando depois pelas águas do Atlântico
E nesse passeio de rumo oceânico
Eu quero nos mares viver e sonhar
Bonitas sereias desejo pescar
Trazê-las na mão pra Raimundo Rolim
Pra mim e pra ele, pra ele e pra mim
Cantando galope na beira do mar.
Limeira:
Eu sou Zé Limeira, caboclo do mato
Capando carneiro no cerco do bode
Não gosto de feme que vai no pagode
O gato fareja no rastro do rato
Carcaça de besta, suvaco de pato
Jumento, raposa, cancão e preá
Sertão, Pernambuco, Sergipe e Pará
Pará, Pernambuco, Sergipe e Sertão
Dom Pedro Segundo de sela e gibão
Cantando galope na beira do mar.
Martelo
Estrofe composta de decassílabos, muito usada nos versos heróicos ou mais satíricos, nos desafios. Os martelos mais empregados são o gabinete e o agalopado.
Martelo agalopado - Estrofe de dez versos decassílabos, de toada violenta, improvisada pelos cantadores sertanejos nos seus desafios.
Martelo de seis pés, galope - Estrofe de seis versos decassilábicos. Também se diz apenas agalopado.


Redondilha
Antigamente, quadra de versos de sete sílabas, na qual rimava o primeiro com o quarto e o segundo com o terceiro, seguindo o esquema abba.
Hoje, verso de cinco ou de sete sílabas, respectivamente redondilha menor e redondilha maior.

Carretilha
Literatura popular brasileira - Décima de redondilhas menores rimadas na mesma disposição da décima clássica; miudinha, parcela, parcela-de-dez.


Métrica e Rima
Métrica:Arte que ensina os elementos necessários à feitura de versos medidos. Sistema de versificação particular a um poeta. Contagem das sílabas de um verso. Verso é a linguagem medida. Para medir devemos ajuntar as palavras em número prefixado de pés. Chama-se pé uma sílaba métrica. O verso português pode ter de duas a doze sílabas. Os mais comuns são os de seis, sete, oito, dez e doze pés. Como o verso mais comum, mais espontâneo é o de sete pés, comecemos nele a contagem métrica. Exemplo:


Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.


Eis como se contam as sílabas:Mi nha ter ra tem pal meiNão contamos a sílaba final "ras" porque o verso acaba no último acento tônico. O verso a quem sobra uma sílaba final chama-se grave. Aquele a quem sobram duas sílabas finais chama-se esdrúxulo. O terminado por palavra oxítona chama-se agudo, como o segundo e o quarto do exemplo supra. Eis como se decompõe o segundo verso:On de can ta o sa bi áNesse verso "ta o" se lêem como t'o formando um pé, pela figura sinalefa (fusão) . Sabiá, modernamente, se deve contar dissílabo, porque biá, em duas silabas, forma hiato. Em geral devemos sempre evitar o hiato, quer intraverbal, quer interverbal. Os autores antigos e os modernos pouco escrupulosos toleram muitos hiatos.

Sinalefa:
Figura pela qual se reúnem duas sílabas em uma só, por elisão, crase ou sinérese.
Sinérese:
Contração de duas sílabas em uma só, mas sem alteração de letras nem de sons, como, p. ex., em reu-nir, pie-da-de, em vez de re-u-nir, pi-e-da-de.
As aves que a qui gor jei Não gor jei am co mo lá

No caso o verso é um heptassílabo, porque só contamos sete sílabas. Se colocarmos uma sílaba a mais ou a menos em qualquer dos versos, fica dissonante e perde a beleza e harmonia.Vale lembrar que quando a palavra seguinte inicia com vogal, dependendo do caso, pode haver a junção da sílaba da primeira com a segunda, como se faz na língua francesa. Exemplo:Para verificar a quantidade de silabas podemos contar nos dedos. Vejamos neste trechinho de Patativa do Assaré:
Nes ta noi te pas sa gei ra1 2 3 4 5 6 7
Há coi sa que mui to pas ma1 2 3 4 5 6 7
Um mote:Vou fa zer se re na ta na cal ça da1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Da me ni na que a mei na mi nha vi da1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

RimaRimas consoantes:
As que se conformam inteiramente no som desde a vogal ou ditongo do acento tônico até a última letra ou fonema. Exemplo: fecundo e mundo; amigo e contigo; doce e fosse; pálido e válido; moita e afoita.
Rimas toantes:Aquelas em que só há identidade de sons nas vogais, a começar das vogais ou ditongos que levam o acento tônico, ou, algumas vezes, só nas vogais ou ditongos da sílaba tônica. Exemplo:
fuso e veludo; cálida e lágrima; "Sem propósito de sonho / nem de alvoradas seguintes, / esquece teus olhos tontos / e teu coração tão triste." Cecília Meireles, Obra Poética, p. 516).

No caso da literatura de cordel nordestina, faz parte da tradição do gênero o uso de rimas consoantes. Se um folheto de cordel usa rimas toantes, o conhecedor de cordel pensa logo que o autor daquele folheto desconhece a existência destas regras. Um cordel escrito assim pode até ser um grande poema, mas não se pode dizer que se trata de "um cordel autêntico".
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

quarta-feira, 4 de março de 2009

GAIJIN no INSANO AGAQUÊ

Graças a gentileza do meu amigo Jonas de Taubaté/SP, o personagem GAIJIN, que há alguns meses vem mantendo uma tira semanal on-line (www.ronin47.xpg.com.br/Gaijin/intro.htm), teve a oportunidade de sair impresso pela primeira vez, pelo fanzine INSANO AGAQUÊ de outubro deste ano. O único pro, porém, é que a tira foi publicada como JUJUBAI YANGU (nome do protagonista) e não como GAIJIN (título da série), fora este pequeno detalhe, tanto eu como o Marcos RONIN, ficamos muito grato pelo espaço e pela oportunidade de divulgação de nosso trabalho. Valeu INSANO, valeu Jonas, valeu Taubaté, valeu Brasil!


Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 04.11.07

terça-feira, 3 de março de 2009

QUEM É DE FATO DEFICIENTE?

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,
de fome, de miséria. E só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.
A amizade é um amor que nunca morre.


Mário Quintana
Obs: Sugestão para uma abertura ou "fechadura" de uma aula. (BP)


Publicado originalmente no FÁBRICA DE PENSADORES em 03.10.08

segunda-feira, 2 de março de 2009

DEIXE DE SER UM COPO

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto? - Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - Perguntou o Mestre.
- Não - disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem e disse:
- A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo.
Torne-se um lago.
LAO TSÉ
Obs: Sugestão para uma abertura ou "fechadura" de uma aula. (BP)


Publicado originalmente no FÁBRICA DE PENSADORES em 02.10.08

Assistimos: SEGREDOS NA NOITE


ROBIN WILLIANS encarna um locutor de rádio(homossexual), GABRIEL NOONE, que possui um programa de contação de histórias verídicas. Seu programa e sua carreira ganharam notoriedade após o mesmo usar o seu espaço na rádio para contar a história do seu amante, portador do vírus da AIDS e defender a causa gay.Uma vez que este alcançou a cura e o abandonou, apresentador e programa entraram em declínio.Quando estava no fundo do poço, o mesmo vem a conhecer a história dramática de um jovem adolescente vítima de abusos e portador do HIV, acabando assim, por se comover e se identificar com o jovem. A partir de então começa a se comunicar diariamente com este até que abruptamente, o contato é encerrado e as ligações não são mais retomadas.Isso, aliado a desconfiança da vericidade da história levam o personagem de WILLIANS a se lançar a uma perseguição obcessiva e perigosa em busca de respostas.É um ótimo filme de mistério, falta um pouco mais de suspense em alguns momentos, mas a atenção do expectador permanecerá fixa ATÉ O ÚLTIMO INSTANTE, pois todos acompanharão toda a caminhada de GABRIEL NOONE em busca de respostas para os mais inquietantes e enigmáticos questionamentos:Quem era o garoto?Será que de fato um dia existiu? O que houve com ele?Quem estaria envolvido nessa trama?Para obter a resposta para essas e muitas outras perguntas, só conferindo SEGREDOS NA NOITE, afinal segredos existem para serem desvendados...ou será que não?!
Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 02.01.08

Assistimos: HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX


Esta foi disparadamente a mais fraca das cinco produções da franquia do jovem bruxo britânico. Muitos diálogos, efeitos e só. Uma história insoça, pra lá de arrastada e ação que é bom...Desse jeito o jovem mago acabará por ser derrotado "por aquele a qual o nome não deve ser citado". Se não for nas telas de cinema, certamente será nas salas de exibições e bilheterias pelo mundo a fora.Cuidado, Harry!!!
Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 12.01.08


Conheça: LIBERTY MEADOWS - LIVRO 1: ÉDEN



Na verdade, devorei, seria a palavra mais apropriada. É muito divertida e bem escrita. O que CHO consegue fazer apenas com a narrativa gráfica (sem balões) é fantático: as tiras da macarena e a do espirro são um ótimo exemplo disso.Já era fã de sua arte em trabalhos como Cavewoman, Avangers e Miss Marvel, e agora mais ainda. A série é repleta de animais falantes, romances frustrados, referências à cultura pop e muito humor!Liberty Meadows é uma reserva ambiental para animais que perderam seu habitat natural. Localizada no meio de uma bela floresta e próxima a um calmo rio, a reserva é um oásis de paz e tranqüilidade, um verdadeiro jardim do Éden para os pequenos seres que vivem ali... Ou, pelo menos, é assim que deveria ser.

Que a HQM lance logo o n° 2!Os nostálgicos podem até se lembrar da antiga série de Pogo e encontrar algumas semelhanças com essa obra ou até mesmo fazer alusões a BONE de Jeff Smith. Mas Liberty Meadows é única e merece uma conferida. Mais Liberty Meadows, por favor!

Liberty Meadows - Livro 1: Éden-HQM Editora, por Frank Cho-132 páginas-Formato 23 x 30 cm-R$ 32,9

Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 02.09.07 (BP)

domingo, 1 de março de 2009

Assisitimos: UM CRIME DE MESTRE


Anthony Hopkins em grande estilo é isso o que você verá neste filme, quase uma reencarnação de Hanibal, personagem que o consagrou em O SILÊNCIO DOS INOCENTES. Não, neste filme ele não sairá devorando ninguém. O seu personagem na verdade é corneado por sua esposa e planeja uma vingança em grande estilo. Driblar a lei e confrontar o promotor público (um jovem ambicioso e convencido) no seu julgamento com sabedoria, desdém, eficácia e aquele olhar sinistro e perturbador que tanto aprendemos a temer e adorar, são os pontos altos desta trama, bem construída e ritmada, que somente no final nos revela onde diabos o “apaixonado por CLARICE” havia escondido a danada da arma do crime. É um ótimo filme, daqueles que nos deixam intrigados até o último momento para descobrirmos o mistério da trama.

Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 1º.10.07 (BP)

Assistimos: FAMÍLIA DO FUTURO


A Disney conseguiu se redimir após o fiasco do entediante e nada original SELVAGEM e do pouco convincente RATATOUILLE (este em parceria com a PIXAR). Embora FAMÍLIA DO FUTURO possua vários clichês de outras séries e o visual também pareça chupado ou reciclado de outras animações (a nave dos JETSONS está lá e o professor de Ciência de Louiz é idêntico ao portuga que ensina Flecha nos INCRÍVEIS, o robô ajudante nos lembra ROBÔS e o vilão, DICK VIGARISTA), a história é envolvente e tem na trilha sonora (como de praxe) o seu ponto forte, com destaque para LITTLE WONDERS, música tema do personagem principal. Não espere um roteiro muito elaborado, algo no estilo de um NEMO, é uma animação mais despretensiosa e até certo ponto bem previsível, mas que divertide, diverte.

Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 01.10.07 (BP)

Assistimos: LIGA DA JUSTIÇA SEM LIMITES

POW! Legal demais! Entretenimento garantido para toda família, até para quem não curte o gênero. No primeiro DVD, o "SALVANDO O MUNDO" (3 episódios e um curta não dublado com uns persongens humorísticos), é realmente um pouco inferior, embora possua bons roteiros e excelentes mensagens morais no final ( no estilo do antigo HE-MAN). Mas o "VOLUME UM" (que conta com 7 episódios) supera em muito o anterior. Com citações a vários personagens e situações do universo dos comics da DC. E mesmo sem ser um decenauta de carteirinha o espectador não perderá a oportunidade de se divertir. O ponto alto desta fita é o retorno grandioso de uma nova e mais numerosa LEGIÃO DO MAL, pronta a fazer páreo a LIGA. Muito bom. Roteiros bem elaborados, alguns mais sérios do que outros, mas bem mais leves do que a série clássica de BATMAN, que consagrou esse estilo de traço (Bruce Timm e Paul Dini) nas animações de super-heróis da Warner. Eu recomendo. Me tornei fã e ainda ganhei uma miniatura do Scooby-Doo,heheheheh!


Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 01.11.07 (BP)

Assistimos: ALPHA DOG

Um filme intenso e forte, baseado em uma história real. ALPHA DOG, narra as conseqüências de uma disputa entre dois traficantes, seguida de um seqüestro e um óbito de um inocente (irmão de um dos envolvidos e que torna-se vítima devido a uma dívida de drogas). O que nos leva a indagar como um crime altamente premeditado e que teve cerca de 40 testemunhas consegiu ir tão longe e onde até mesmo o próprio seqüestrado não havia entendido a gravidade da situação até ser tarde demais! Contundente, pertinente, penoso e infelizmente muito real! É um drama que não gostaria de indicar a ninguém, mas infelizmente que faz parte da nossa realidade. Conta no elenco com estrelas de peso, que fazem apenas bicos na fita: Bruce DURO DE MATAR Willis(como o pai do mandante) e Sharon JÁ FOI GOSTOSA UM DIA Stone (como a mãe da vítima) e que protagoniza a única cena leve desta película, quando aparece dando o seu depoimento anos mais tarde do ocorrido, com uma maquiagem que a coloca com dezenas de quilos a cima do que nós acostumamos a ver. Vale uma conferida. Ponto zero: no finalzinho, quando é citado o destino do mandante do crime é mencionado que ele foi preso no Paraguai e ouvimos ao fundo o nosso clássico Garota de Ipanema, prova de como os gringos conhecem a Geografia do nosso continente. Que magavilha!

Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 01.11.07

JOVENS NOTÁVEIS

Se eu ainda não desisti do que faço, grande parte disso deve-se a esses (e outros) pequenos grupos de alunos notáveis que frequentam as insólitas salas de aula do VARELA BARCA e que desde já habitam em meu coração.
Pois eles passaram a representar um sopro de vida e uma grande injeção de ânimo em minha vida profissional. Não desistam dos seus sonhos nunca e nem deixem de brilhar, pois eu também jamais desistirei de vocês! (BP)

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO VARELOG EM 01.11.07


sábado, 28 de fevereiro de 2009

Assistimos: ROGUE O ASSASSINO


Mais um filme do loroteiro JET LI (aquele que disse que o MESTRE DAS ARMAS seria seu último trabalho no cinema). Dessa vez ele encarna um terrível serial killer que dá uma de assasino de aluguel e agente duplo e está bem no meio de uma guerra entre dois segmentos da máfia oriental: a Tríade e a Yakuza. Em seu encalço existe um obcecado agente do FBI que busca vingar a morte do ex-parceiro de trabalho (vivido pelo lutador de artes marciais e dublê de ator Jason Statham). A tão esperada seqüência de luta de tirar o fôlego envolvendo os dois lutadores, contudo, é frustrante. Duas “rapidinhas” bem insossas e sem graça. O final porém, é bem surpreendente e compensa algumas basbaquices e frustrações anteriores.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO "CRÍTICAS, CRÍTICAS, CRÍTICAS" EM 28.02.08 (BP)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Assistimos: SHREK TERCEIRO



Decepcionante.É nisso que dá a ganância cinematográfica:o uso e abuso excessivo de uma marca ou produto, visando meramente o lucro comercial.Como resultado disso temos um filme bem a baixo da média (em relação aos anteriores)e um arranhão bem grande na imagem do grande ogro.SHREK surpreendeu à todos em seu lançamento, trouxe uma agradável e divertida brisa de criatividade no universo das animações.Não por acaso abocanhou o primeiro Oscar de animações daquele ano. Já estava ótimo.Mas veio o SEGUNDO e mesmo contra todas as probabilidades e apostas, conseguiu em muitos aspectos superar o longa original.Pronto, enfim a perfeição.Hora de parar por aqui, certo?Errado.Os produtores insistiram na continuação da franquia e com uma sucessão de erros dignas do BURRO do desenho, deixaram escapar o diretor dos filmes anteriores,não investiram num bom roteiro e até a trilha sonora (o diferencial desta "série")ficou bem aquém do esperado.Sem contar que o KARAOKÊ, que sempre nos divertiu nos EXTRAS ou no final da película, desta vez não está lá...O menino ARTHUR, também não convenceu.Mal explorado e desenvolvido (as cenas excluídas mostram isso), não passou de um garoto rabugento que pouco contribui na trama (ao contrário do que fez o GATO DE BOTAS em sua estréia).Princesas de mais, humor de menos.A animação competente e os belíssimos cenários, ainda fazem de SHREK TERCEIRO, uma boa opção para as tardes de domingo, porém sem o mesmo brilho dos filmes anteriores.Uma pena...na versão em português, o dublador que fez a voz do Ogro deu conta do recado, bem melhor do que a voz provisória divulgada nos trailers do cinema. Mas a ausência do saudoso BUSSUNDA sempre será sentida pelos fãs de SHREK e CIA.

Publicado originalmente no Críticas, críticas críticas em 15.01.08

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Marcando presença na Mostra Cultural do VARELA BARCA!

 Mostra Cultural de 2008 do Varela Barca.
Começando pela "Trilha dos pensadores",várias pegadas contendo pensamentos e citações de persongens históricos da humanidade
Quem seguia a trilha chegava na sala da Fábrica, onde ficava à par da snossas atividades em 2008.

FABRICANDO PENSADORES, FORMANDO CIDADÃOS

Nossa participação na Feira de Conhecimento da E.E. Varela Barca (BP):
A sala dos professores ficou reservada para o pessoal da Fábrica de Pensadores expor os seus trabalhos e relatos sobre esse projeto extracurricular que entra agora em seu segundo ano de ação em nossa escola. Para saber mais a respeito acesse o www.fpensadores.blogspot.com e fique por dentro do que se passa dentro das cabeças pensantes por trás desse blog.
No mesmo espaço ainda houve apresentação de um grupo de Geografia, composto por alunas do 2m1 e uma curta exposição de arte digital do designer Beto Potyguara.
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