sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quadrinhistas catarinenses lançam a revista Catacomics

Por UHQ

O projeto CataComics, quadrinhos independentes visa a divulgação e projeção do trabalho dos ilustradores catarinenses, assim como a difusão desta arte em nível nacional.
Também objetiva criar uma plataforma de interação entre os artistas do Estado, desenvolvendo um círculo criativo dentro deste gênero artístico.
A primeira edição conta com a participação dos artistas Ricardo Manhães, Alex Guenther, Chicolam, Aldo Anjos, Jean Errado, José Mathias, D'Imitre Martins e Juliano Frena.
A publicação pretende ser trimestral e buscará sempre novos artistas para o grupo, a cada edição. A tiragem desta primeira edição é de dois mil exemplares.
Catacomics #1 terá evento de lançamento no dia 11 de dezembro, domingo, a partir das 16h, nas Livrarias Catarinense (Beiramar Shopping).
Para outras informações, clique aqui.
CataComics

FC e carnaval

Por Milena - GHQ

O universo Intempol é criação do escritor, designer gráfico e professor Octavio Aragão. A ideia brotou no conto Eu Matei Paolo Rossi, publicado em 1998, na antologia Outras Copas, Outros Mundos. Ali, Octavio já misturava ficção científica com futebol, apresentando uma polícia temporal com um jeitinho bem brasileiro de agir.
De lá pra cá, o universo Intempol apareceu em contos, numa webcomic, numa graphic novel e em jogos de RPG, mas Octavio ainda não havia conseguido produzir uma HQ de sua autoria. A “maldição” foi quebrada quando, em parceria com o desenhista capixaba Manoel Ricardo, Octavio produziu o álbum Para tudo se acabar na quarta-feira (Editora Draco, 64 páginas, P&B, R$ 24,90), baseado em seu conto homônimo.
Com um plot inovador, Octavio presta homenagem a Will Eisner e Edgard Allan Poe, num prólogo (ou seria “comissão de frente”?) bem sacado – apresentando o Comissário Valadão, o “Ectoplasma” e o quadrinista Wilson (lembram de William Wilson e seu sósia?) –, que se completa no epílogo (numa metanarrativa perfeita), no qual ele brinca com três ícones da literatura fantástica e também faz menção a outra dupla famosa dos quadrinhos: Comissário Gordon e Batman.
A trama principal (que aparentemente não tem ligação com o prólogo ou o epílogo, uma espécie de “paradinha” executada com maestria) foca no traficante Guilherme Matheus Renhe, que durante o carnaval vai acertar contas com o dono do morro, Dedé Cascadura, a respeito de um x-9 que o mesmo havia infiltrado em seu bando. Prestes a mostrar quem mandava mesmo no morro, Guilherme é abordado por Payne, um agente da Intempol. Esse revela que o nome de Guilherme é Mateorecne e lhe conta a verdade sobre sua história e seu treinamento. Guilherme fica atônito, mas não dá bola pra Payne. Segue com seu pessoal pra Sapucaí, esperando ver sua garota, Joana, desfilando.
O samba-enredo na boca do povo, todos se divertindo, até um tiro fatal ser disparado. Guilherme tenta descobrir de onde veio o tiro. Encontra dois homens (outras referências literárias, mas não necessariamente de FC) que informam a fuga do assassino. Sem entender aquilo tudo, Guilherme contata Payne. Payne dá uma pequena mostra dos poderes da Intempol e explica a forma de agirsui generis dessa agência (excelente teoria sobre a sobrevivência do Cro-Magnon em detrimento do Homem de Neanderthal). Caberá a Guilherme ser um agente legal ou um completo FDP. Ele sabe que o tempo premiará a melhor estratégia.
A quem está tomando o primeiro contato com a Intempol, Para tudo se acabar na quarta-feira é um excelente cartão de visitas. Na HQ, o leitor fica sabendo que a Intempol se utiliza de universos criados pelas mentes mais prolíficas da literatura e da arte sequencial, e uma das missões dos agentes é matar os próprios escritores (ou não).
E a arte de Manoel Ricardo reflete a premissa de Octavio. Ao misturar o estilo mangá com a linha clara, alterna aspectos realistas e fantasiosos, com espaço para alguns exageros gore e muita ação.
Octavio e Manoel comprovam que a ficção científica dá samba. Seus personagens fazem bonito na avenida, e em todos os quesitos ganham nota 10.

SEREIAS DE GOTHAM: APENAS ADMIRANDO A MERCADORIA

Doação de HQs do 1ª Edição para a cesta cultural de Natal do Solto na Cidade

Por Milena Azevedo (via e-mail)
Pessoal, boa tarde!
Itaércio, editor do Solto na Cidade, me pediu pra gente doar HQs do 1ª Edição para a cesta cultural que o Solto está criando e sorteará entre os assinantes.
Quem topar e for HOJE ao lançamento do livro do Paulo Ramos, na Nobel Salgado Filho (atenção que não é no Midway, é na mesma rua, próximo ao antigo Hotel Tirol), já pode levar o exemplar. Itaércio e Anne estarão por lá. 

OBS: Nós estaremos e levaremos  A.A.A de Wanderline Freitas, Os Notáveis (parceira minha com os irmão W.W.W.) e Carcará pra colaborar! Espero que outros autores sigam o nosso exemplo! (BP)

Paulo Ramos autografa Faces do Humor em Natal

Por UHQ
Faces do Humor - uma aproximação entre tiras e piadas
Nesta sexta-feira, dia 2 de dezembro, a partir das 18h, na Livraria Nobel Cultural (Av. Salgado Filho, 1782, Tirol, Natal/RN), o jornalista e escritor Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos) realizará uma sessão de autógrafos para o lançamento de seu mais recente livro, Faces do Humor - uma aproximação entre tiras e piadas.
"As tiras cômicas costumam ser vistas como piadas. Mas será que essa relação realmente existe? Quais seriam os pontos de contato? São esses questionamentos que Faces do Humor - uma aproximação entre tiras e piadas procura responder. O livro é uma adaptação atualizada da tese de doutorado de Paulo Ramos, defendida em 2007, na USP, e faz uma análise comparativa entre as tiras cômicas e as piadas, tendo como base autores como Laerte, Fernando Gonsales, Mauricio de Sousa, Quino, João Montanaro e Luis Fernando Veríssimo, dentre outros", anota a sinopse da obra.
O livro, publicado pela Zarabatana Books, tem 224 páginas e custa R$ 39,90.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Caixinha de Natal


Se quiser ajudar o natal do Bota, é fácil!
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Para mais aventuras do Bota: botamem.com

Creative Commons License
Botamem by Felipe Assumpção Soares is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Somos o artista do mês do Portal GHQ!

Grato a amiga Milena Azevedo pela lembrança do nosso nome (a seleção de imagens ficou por conta dela também). Quem quiser conferir a matéria clique aqui, valeu?

Quadrinhos candangos

Por Barbára de Alencar - Candango!

Que dispare sua teia-aranha, raio ótico ou algum acessório com o prefixo bat quem nunca mergulhou no universo mágico das histórias em quadrinhos. Com as recentes adaptações cinematográficas, como Hellboy e Woody & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n Roll, as HQs reconquistaram o espaço no imaginário infantil, jovem e adulto. 

Entretanto, engana-se quem pensa que para produzir quadrinhos em série é necessário apenas talento. Com poucas editoras especializadas no gênero no Brasil e em Brasília, parece ser unanimidade entre os quadrinistas locais que produzir e publicar é mais uma questão de amor.
Na opinião de Nestablo Ramos (blog), um dos profissionais da área mais antigos em atividade na cidade, o primeiro requisito para se tornar um desenhista de quadrinhos é não desistir. “Se você gosta de fazer, faça. É muito difícil viver disso. Se você ama, vai fazer de madrugada”, sentencia. Entre seus trabalhos mais conhecidos, destacam-se o título de terror-supense Carcereiros e a publicação quinzenal na revista TabladoZona Zen. Recentemente, lançou a revista Zoo, primeira obra de um autor brasiliense publicada pela editora paulistana HQM.
Mesmo com grandes artistas como Angeli e Laerte, o mercado editorial para HQs brasileiras sempre se mostrou tímido. Os personagens mais conhecidos, com exceção de alguns sucessos tupiniquins como Bob Cuspe e Rê Bordosa, são importados dos Estados Unidos, vindos de grandes empresas como a Marvel e a Disney, ou do Japão, com seus vários tipos de super-heróis trazidos pelos mangás e animes.
Para Nestablo, o mercado para HQs está crescendo no Brasil, porém ainda é  mais fácil para o quadrinista consolidar uma carreira internacionalmente. “Nos EUA, você é mais uma ferramenta. Você é pago para desenhar as coisas dos outros. Dou muito mais valor ao cara que publica algo seu no Brasil do que àquele que desenha oCapitão América”, afirma com a segurança o artista, que já trabalhou para a Disney e desenhou para uma revista alguns quadrinhos do Eddie (personagem da banda Iron Maiden).
Apesar das dificuldades editoriais, a produção brasiliense está em expansão. Prova disso são as crescentes publicações do gênero, como as revistas Samba, Kowalski e Amarelo Laranja e Vermelho, produzidas por Lucas Gehre, Gabriel Góes e Gabriel Mesquita.
Outro projeto do quadrilátero que ganha espaço e público é o calendário Pindura (blog), idealizado por Caio Gomez, Biu e Stêvz. Segundo Gomez, que atualmente trabalha como ilustrador para o Correio Braziliense, uma grande dificuldade no mercado das HQs também é o estigma de entretenimento para crianças. Mesmo com o preconceito, para ele, esse ainda é um mercado em crescimento. “Um dos sintomas desses processos é visível nas livrarias, o setor de quadrinhos quadruplicou. Mas, sem dúvidas, não dá pra viver de quadrinhos no Brasil. Você tem que sobreviver de frilas de ilustração, animação, design, alguma coisa que realmente sustente”, ressalta.
Para o professor da Universidade de Brasília, Ciro Marcondes, que ministrou o curso de Introdução a História em Quadrinhos, as HQs são uma cultura em ascensão, mesmo com um mercado insipiente. “O pessoal tem de fazer na guerrilha, na marra, na vontade, no suor e na raça, bancar as publicações. Não existe uma estrutura industrial de quadrinhos no Brasil", afirma.
Entretanto, na opinião do professor, apesar da cidade abrigar talentosos ilustradores, ainda falta nascer uma geração de roteiristas. “Os roteiros precisam ganhar mais conceito. Ainda é muito anárquico, no sentido de que não tem muita unidade, nem entre os quadrinhos de um mesmo cara. Fazer HQ é um trabalho em equipe. Nem sempre um sujeito que é habilidoso para desenhar é bom para contar histórias”, pondera.

Confira a galeria de imagem ao lado para saber mais 
Arte: 1, 3 e 4 - Nestablo Ramos/ 2 -Angeli/ 5 e 6: Caio Gomez

Devir realiza Maratona HQ 2011 no próximo final de semana

Por UHQ
Virada Nerd
Devir Livraria (Rua Teodureto Souto, 642, Cambuci, São Paulo/SP) realiza mais uma edição de sua corrida ao redor do mundo dos quadrinhos: a Maratona HQ 2011, um evento descontraído, que reúne fãs de várias áreas do entretenimento.
Começando às 9h da manhã do próximo sábado, dia 3 de dezembro, e indo, sem parar, até as 11h do domingo, dia 4 de dezembro, atravessando a madrugada inteira, são 26 horas ininterruptas dedicadas a todos os fãs de quadrinhos, autores e amigos.
Como parte da Maratona, a Virada Nerd oferecerá milhares de quadrinhos, RPGs, livros, importados e nacionais, tudo com descontos especiais de até 40%.
Confira as promoções clicando aqui.

NANQUIM DESCARTÁVEL: Botando os pingos nos “is”

Por Milena - GHQ

Desde que Daniel Esteves publicou as aventuras das amigas quadrinistas Ju (roteirista) e Sandra (desenhista), na Nanquim Descartável #1, em 2007, ele ouviu elogios de boa parte dos leitores, concorreu e ganhou o Troféu HQMix de melhor roteirista revelação (2007) e de melhor publicação independente de autor (2009 e 2010), mas a comparação com Estranhos no Paraíso, de Terry Moore, que começou como uma brincadeira dentro da revista, ainda lhe causava um certo mal estar.
Tudo resolvido nessa quarta edição da Nanquim Descartável (96 páginas, P&B, R$ 15,00), que “inchou” e ganhou um belo formato álbum, com capa feita pelo Luke Ross e pelo Al Stefano. A história é mais uma vez contada em capítulos, cada um sob responsabilidade de um desenhista (voltamos a ver os traços de Mário Cau, Wanderson de Souza, Carlos Eduardo, Júlio Brilha, Wagner de Souza e Mário César, com a novidade do lápis mangá de Fred Hildebrand), tendo como destaque o trabalho de Mário Cau, que desenhou e pintou (com técnicas diversas) 28 páginas da HQ, inserindo, entre os coadjuvantes, referências pop (música, TV e HQs) bastante explícitas.
Esteves separou espacialmente Ju e Sandra (essa vai fazer uma visita a sua avó doente, em Bastos, interior de São Paulo) para falar dos ex-namorados das duas, Pedro e Junior, respectivamente. Dois amores mal resolvidos do passado que não saem do pensamento das amigas. E Tuba é o contraponto cômico da trama, tentando entrar em contato com algumas ex-namoradas do tempo de colégio, mas sem tirar o foco de Sandra (ninguém pode dizer que ele não tentou, mesmo só jogando verde). Essa edição traz também dois rostos novos, além da aparição do próprio Esteves, dialogando com a Ju, num bar.
O que podia descambar para algo chatérrimo, sim, pois temos duas DRs, torna-se algo terno graças aos diálogos e às situações bem construídos pelo Esteves, que não tem vergonha de explorar os âmagos das suas personagens. O texto é sensível e sincero (nessa edição o Esteves é praticamente um Chico Buarque), narrando experiências cotidianas vivenciadas por todos nós. E é esse “pé no chão” mezzo poético mezzo filosofia de boteco que dá charme à série.
A edição de número quatro pode ser lida por quem não conhece os personagens, mas o ideal é acompanhar a trajetória de Ju, Sandra, Tuba e Cia. desde o início, por isso foi acertada a ideia do Esteves de, logo no prefácio, inserir os links das três primeiras edições, em pdf., para os neófitos.
A Nanquim Descartável é um bom exemplo da renovação pela qual o quadrinho independente brazuca vem passando, estabelecendo a relevância do roteiro (e não apenas o aspecto estético) para a aceitação e formação do público leitor. Que venham as próximas, então.

Will Eisner: Muito além do traço, um artista político

Por Carol Almeida - Terra

Marco Terranova/Divulgação
Painel na exposição  Espírito Vivo de Will Eisner , em São Paulo
Painel na exposição Espírito Vivo de Will Eisner, em São Paulo

O maltrapilho senta-se encostado à parede e ali na rua, bem perto dele, uma barata com as patas para cima se contorce. "Qual afinal a diferença entre você e eu?", questiona o homem ao inseto. "Ambos estamos aqui lutando para sobreviver. A única diferença é que eu pergunto: por que?"
Não é preciso ser filiado a partido, declarar voto ou segurar cartaz nas ruas para ser uma pessoa política. Basta ser uma pessoa inteligente e, acima de tudo, preocupada com o bem-estar do ser humano que atravessa a fronteira de sua própria pele. Sendo assim, considero Will Eisner (1917-2005) não apenas um gênio da raça, mas um dos quadrinistas mais políticos que já li, preocupado com esse "por que?" que nos persegue e nos faz humanos.
A cena descrita acima está é uma das várias páginas, desenhadas no pincel e bico de pena, da mostra que, depois de passar pelo RioComicon deste ano, chegou à capital paulista. Disposta no Centro Cultural São Paulo, gratuitamente, ela fica em exibição até o próximo dia 18 de dezembro. Traz o que há de melhor em Will Eisner e o melhor dele é justamente essa observação sagaz de todas as fraquezas e forças do homem comum, e sua relação em sociedade. Nas entrelinhas, ele sutilmente questionava as convenções e os vícios desse amontoado de gente que na cidade grande vive, literalmente, um em cima da cabeça do outro.
Conheci pessoalmente Eisner em maio de 2001, quando ele fez mais uma das várias visitas ao Brasil (dizia ter sido brasileiro em outra vida). Gentil e predisposto a participar das mais longas entrevistas aos 82 anos, ele se mostrava um tímido patriota, era orgulhoso da América, mas estava longe de ser um ufanista. Mesmo tendo servido ao exército americano durante a Segunda Guerra - ainda que participando com histórias em quadrinhos didáticas sobre segurança e saúde para os soldados - ele não se mostrava particularmente fã de qualquer iniciativa bélica e tinha ciência dos problemas de política externa de um país, ainda não sabíamos, estava prestes a ser atacado em atentados terroristas que mudariam toda a história. Mas ainda que fosse um homem ponderado em suas opiniões políticas, Eisner deixava claro sua preocupação com os mais fracos - afinal de contas, são nos subúrbios pobres de Nova York onde se passam 90% de suas histórias.
A exposição que pretende levar ao espectador o "universo noir" de Eisner é hábil em organizar sua obra ao lado de depoimentos pessoais do quadrinista que, entre outras coisas, deixam claro seu vigor, sua queda pelo desafio e sua humanidade. Naturalmente, o que se destaca em uma primeira mirada é a habilidade do traço do artista, as linhas de seus personagens, os títulos gráficos de The Spirit e o movimento de câmera de suas perspectivas, todos elementos estéticos que já se mostravam uma predisposição dele para quebrar padrões. Sem mencionar a "sala escura" com uma elegante iluminação para uma estátua do próprio Spirit em contraste com sua sombra projetada na noite da cidade de Nova York.
Mas é com um pouco mais de atenção ao que se passa dentro dos balões (e infelizmente nessa exposição todos eles estão em inglês, o que torna essa segunda leitura algo mais restrito) ou mesmo nas várias cenas silenciosas de seus personagens que dá para entender por que Will Eisner foi o cara. Um professor, do começo ao fim de carreira, na arte de não subestimar as angústias dos homens, mulheres e crianças que ele desenhava.
Ao ver sua exposição, fica inevitável imaginar o que aconteceria se, tal como naquele encontro que ele teve com Frank Miller em 2002 - reunião esta que deu origem a um livro com os diálogos entre esses dois mestres dos quadrinhos - que tipo de colocação Will Eisner faria às asneiras recentemente publicadas por Miller sobre o movimento OccupyWallStreet, xingando seus participantes de tudo, menos de pão doce. Longe de querer imaginar a opinião própria de alguém que não mais está entre nós, imagino ver Eisner dando um tapinha nas costas de Miller e, num balão de pensamento, chegar à conclusão de um dos personagens também dispostos nesta exposição: "Só há uma maneira de lidar com forças estúpidas"...e pela expressão do rosto que ele desenha, fica claro que maneira é essa: saindo de perto.

Kerouac


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Por Milena - GHQ
João Pinheiro lança sua graphic novel, Kerouac, dia 02 de dezembro, na HQMix Livraria.
Já havia comentando aqui sobre esse trabalho do João, que teve um pequeno atraso de lançamento, mas que mal posso esperar para adquirir.
Pra quem não mora em São Paulo, Kerouac está à venda na Liga HQ por R$ 25,00.

Versão em português de World of Warcraft

Por Milena - GHQ

Blizzard está expandindo World of Warcraft para novos mercados. Eles revelaram que uma versão do game, em português “brasileiro”, será lançada no Brasil ainda este ano, chegando assim ao nono idioma suportado por WoW.
“Uma das nossas principais prioridades é garantir que nossos jogos sejam facilmente acessíveis a todos os jogadores ao redor do mundo. Ao oferecer uma versão totalmente traduzida do World of Warcraft, juntamente com o atendimento ao cliente, em português, somos capazes de oferecer uma experiência que atenda aos nossos padrões e às expectativas dos nossos jogadores no Brasil”, disse Mike Morhaime, CEO da Blizzard Entertainment.
Os jogadores da América do Norte poderão baixar um arquivo de graça para adicionar o novo idioma ao jogo. A Blizzard pretende criar, também, reinos em português num futuro próximo.
World of Warcraft e sua primeira expansão, The Burning Crusade, serão vendidos no Brasil por R$ 29,90. Já as versões traduzidas (texto e diálogos) das expansões Wrath of the Lich King e Cataclysm custarão R $ 99,90, cada. E três planos de assinatura serão oferecidas: 30 dias (R$ 15), 90 dias (R$ 42) e 180 dias (R$ 78).

PINTURA VITRAL COM PERSONAGENS DISNEY

Por Chamando Superamigos
belos vitrais disney
Surgida na Idade Média, a arte da pintura vitral atravessou os séculos e ainda atrai adeptos pela beleza de cores e imagens. Mandie Manzano, uma americana professora de educação artística se especializou nessa arte. As criações dela tem grande influência dos desenhos animados, principalmente da Disney onde demonstra  talento ao retratar princesas e vilões famosos da animações do estúdio . 
belos vitrais sereiabelos vitrais fada

Superman e o Fim do Comic Code na DC

Por Nerd Vulgar
Image and video hosting by TinyPic
Em janeiro a DC Comics abandonou o arcaico Comic Code Authority, bem depois que a Marvel já havia feito isso, em 2001 (que o @RodolphoZippo não leia isso). Acima está a reação do Homem de Aço a esta decisão tardia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mestre Jonas - Musicartum

Por Rodrigo Brum (via Facebook)
Primeiro vídeo do Musicartum, uma idéia do chargista Brum que mistura boa música e cartum. O objetivo é que a cada 15 dias seja postada um novo cartum, de preferência baseados em músicas escolhidas pelos internautas. Começamos com "Mestre Jonas", uma homenagem a 3 gigantes da música brasileira: Sá, Rodrix e Guarabyra. Em breve, toda ilustração estará disponível no formato de poster (60x45cm). Maiores informações: rabiscosdobrum@gmail.com

"Eles me tiraram o Jabuti"

Por  Fernanda Cirenza - Revista Brasileiros
Gonçalo Junior, autor da biografia Alceu Penna e as Garotas do Brasil, levou o prêmio por apenas dois dias. Desclassificado, agora ele entra para a história do Jabuti
Foi a maior confusão. Primeiro, a comissão do Prêmio Jabuti anunciou oficialmente Gonçalo Junior, autor de Alceu Penna e as Garotas do Brasil, como o vencedor deste ano na categoria Biografia. A imprensa baiana, estado natal do autor, comemorou. Basta dar um Google para ler as reportagens sobre o assunto.

Mas a alegria durou pouco. Dois dias depois, a comissão voltou atrás e premiou Sergio Britto, com O Teatro & Eu - Memórias de Sergio Britto. O assunto encerrou-se também oficialmente. A Câmara Brasileira do Livro, organizadora da premiação, informou: "A comissão do Prêmio Jabuti decidiu pela desclassificação de Alceu Penna e as Garotas do Brasil. A decisão deveu-se ao descumprimento dos critérios relativos ao ineditismo, a referida obra contraria o disposto 1 do item 2 no regulamento do Prêmio Jabuti 2011".

Sergio Britto, ator que abandonou a medicina para construir uma das mais sólidas carreiras do teatro brasileiro, dispensa apresentação. Gonçalo Junior, ao contrário, apesar de já ter publicado 19 livros, não é tão conhecido. Mas agora deve entrar para a história, pelo menos para a do Jabuti. Em 53 anos de premiação, nunca alguém havia perdido o troféu, segundo informações da assessoria do prêmio. "Eles me tiraram o Jabuti. Mas não tem nada, ainda vou ganhar esse prêmio", diz Gonçalo, em tom de brincadeira.

A obra não levou o prêmio porque, dizem, não é inédita. Em 2004, Gonçalo, de fato, publicou uma versão biográfica de Alceu Penna (1915-1980), ilustrador e estilista brasileiro. "Era quase um fanzine, tirei só 300 cópias. Além disso, era uma publicação só com depoimentos de Teresa Penna, irmã de Alceu, que me forneceu alguns documentos", justifica o autor.

POLÊMICA INÉDITA
o escritor baiano Gonçalo Junior e imagens que ilustram o livro que causou confusão


A nova edição, produzida pelo selo Amarilys, é maior: tem 352 páginas contra 138 da anterior. Também, diz Gonçalo, há novas imagens e informações. "Pesquisei em mais de 1.200 exemplares de revistas para produzir essa versão, que só aconteceu por causa da primeira. Quando saiu o primeiro livro, muita gente que conviveu com Alceu me procurou e eu passei a me abastecer de mais informações sobre ele."

Enrico Giglio, um dos editores do selo Amarilys, diz considerar a nova versão inédita, mas entende a decisão da comissão do Jabuti. "Se compararmos as duas versões, percebe-se que são diferentes. Mas a premiação não pode deixar qualquer dúvida."

A propósito: a biografia mais votada foi De Menino a Homem - De Mais de Trinta e de Quarenta, de Sessenta e Mais Anos, de Gilberto Freyre. Mas como o regulamento não permite premiação póstuma - o autor morreu em 1987 -, sobrou para Gonçalo e, depois, sobrou para Sergio Britto. Freyre ficou com o prêmio especial na mesma categoria. Seja como for, Alceu Penna e as Garotas do Brasil é um livro delicioso.
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