

No início da década de 1970, muitos leitores de quadrinhos já haviam começado a produzir suas próprias histórias, em Natal. E para conseguir informações técnicas mais precisas (tipo de papel, de lápis, de pincel), leituras, pesquisas e trocas de experiências eram feitas entre jovens que conseguiam títulos nacionais e importados, principalmente da Europa.

Nesses quarenta e cinco anos, o GRUPEHQ fez escola, sendo renovado por promissores desenhistas, entre eles Marcio Coelho e Williandi Albuquerque, os quais foram convidados a participar das coletâneas MSP +50 e MSP Novos 50, em homenagem aos 50 anos de profissão do Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.
A geração posterior ao GRUPEHQ foi centrada no Estúdio Reverbo, capitaneado pelo desenhista e colorista Lula Borges, que no final da década de 1990 lançou duas revistas focadas em super-heróis regionais: Bio 47 e Brado Retumbante. Das páginas dessa última, uma das personagens que mais se destacou foi Cabala, criação de Miguel Rude e Lula Borges, que teve aventuras publicadas na revista Grandes Encontros, uma coletânea nacional de histórias com super-heróis brazucas.

Hoje, temos uma gama de exímios “artistas do traço”, que abraçaram a criação de histórias em quadrinhos como profissão e têm seu talento reconhecido no Brasil e no exterior.
Um desses quadrinistas é o macauense Gabriel Andrade Jr., artista exclusivo da editora norte-americana Avatar Press, e o segundo brasileiro a trabalhar com o lendário roteirista Alan Moore.
Wendell Cavalcanti também vem se destacando nos EUA, entre trabalhos de selos indie (The Adventures of Paula Peril) e séries para grande editoras (BlackAcre, da Image Comics). Na produção local, sua parceria com Jamal Singh vem rendendo bons trabalhos, como Cajun – o Bom Franjou, e Boca do Lixo.
Essa que lhes escreve também é roteirista e organizou duas coletâneas nacionais, Visualizando Citações e Fronteira Livre (essa em parceria com outros três artistas), as quais concorreram, respectivamente, ao Troféu HQ Mix (maior prêmio de quadrinhos do Brasil) e também na categoria “Quadrinho Alternativo”, no Festival de Angoulême, na França.
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