
O nome é divertido e a aparência é fofa, mas não se engane: Guta Garatuja não está para brincadeira. Ou melhor, está o suficiente para falar de machismo com alguma leveza e bom humor. Sem frescura nos traços e nos diálogos, as tirinhas da personagem ilustram de forma didática situações em que adesigualdade de gênero se manifesta no dia a dia.
Dos assédios no Carnaval à discriminação no trabalho, passando pela maternidade e pela divisão de tarefas domésticas, são muitos os temas que entram no radar da bonequinha – e que, em pouco menos de um ano, lhe renderam milhares de seguidores e até inimigos na internet.
Guta nasceu em outubro de 2015 pelas mãos da administradora Kaká Aguiar, 30 anos. Na época, a paulistana saiu frustrada de uma discussão sobre assédio com um amigo, cuja posição era machista e pouco aberta ao debate. Foi a partir daí que, em uma espécie de desabafo criativo, começou a desenhar e inventou sua personagem:
– Quando vi, eu já tinha sete tirinhas feitas e toda a minha raiva tinha passado – conta.

A primeira tirinha da Guta Garatuja. (Imagem: Reprodução)



























