terça-feira, 4 de julho de 2017

IMAGINÁRIO! # 12

imaginário! 12
Editor: Henrique Magalhães
Paraíba: Marca de Fantasia: junho 2017. 152p. ISSN 2237-6933
Edição digital: <imaginario! 12>
Por Henrique Magalhães - Marca de Fantasia

imaginário! é uma revista do Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos - GPHQ - do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Midiáticas da Universidade Federal da Paraíba. É voltada à Histórias em Quadrinhos, Artes Visuais e outras expressões da Cultura Pop ligadas à representação imagética. Publica-se artigos, ensaios, entrevistas e resenhas de Doutores, Mestres, pós-graduandos, graduandos acompanhados de Professor Orientador e outros pesquisadores, que contribuem para o enriquecimento do estudo das artes.

Apresentamos o resumo das matérias da edição atual, que pode ser lida na íntegra por meio do link a seguir: <imaginario! 12>

Editorial: Quadrinhos, cinema e alternativos
A revista Imaginário!, produzida pelo Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Midiáticas da UFPB, tem por objetivo estimular a produção acadêmica, bem como contribuir para a discussão sobre História em Quadrinhos, Artes Visuais e outras manifestações culturais correlatas. Contamos com a colaboração de pesquisadores de todo o país, que atestam a qualidade dos estudos nessas áreas, sobretudo sobre as HQ em suas várias manifestações linguísticas e editoriais.


Reafirmamos o propósito de dar visibilidade a pesquisas produzidas em vários níveis acadêmicos, desde a iniciação científica na Graduação, chanceladas por um Professor Orientador, até a Pós-Graduação. Apesar dessa amplitude – que nos parece salutar, mas que poderia gerar desequilíbrio na profundidade dos artigos –, procuramos o rigor na seleção dos trabalhos, enquanto buscamos democratizar o acesso à revista e estimular os jovens a se dedicarem com afinco a suas pesquisas.

Nesta edição trazemos como matéria de capa o estudo de Douglas Pigozzi sobre um dos clássicos dos quadrinhos latino-americanos – El Eternauta – a partir da abordagem semiótica de Peirce. Já Ednelson Júnior e Roberto Lima analisam a metaficção em filmes de horror nos anos 2000. O universo dos super-heróis é tratado em dois artigos, um de Marcelo Bolshaw e Dickon Tavares, sobre Trinity, o triângulo arquetípico da DC; e outro de Paulo de Oliveira, sobre os arquétipos mitológicos nos quadrinhos da Liga da Justiça. As publicações independentes também são abordadas no estudo de Omar Sánches, em atualização da concepção sobre zine. Em entrevista a Marcelo Engster, Gian Danton desvenda seu processo criativo. Já Sabrina da Paixão traz a resenha de “O jogo das andorinhas: morrer, partir e retornar”, da libanesa Zeina Abirached.

Boa leitura!

Henrique Magalhães


El Eternauta II e a semiótica de Peirce
Douglas Pigozzi

Trata das relações entre as histórias em quadrinhos e a semiótica de Charles Sanders Peirce. O objetivo é o de aplicar a semiótica de Peirce aos quadrinhos El Eternauta II, de Héctor Germán Oesterheld e Francisco Solano López. Para tanto, se faz uso dos conceitos e terminologia da semiótica de Peirce, incluindo sua tríade da semiose (signo, objeto e interpretante). Verificou-se que a riqueza da linguagem das histórias em quadrinhos é um campo fértil para estudos da semiótica. 


Quando o arrepio fala do calafrio: a metaficção em filmes de horror do século XXI
Ednelson João e Silva Júnior; Roberto Sarmento Lima

No panorama do presente século, a autorreferencialidade – metaficção – parece ser um dos aspectos reforçados nas artes. Sendo assim, considerando o caráter acentuadamente visual da cultura hodierna, analisou-se o diálogo entre a metaficção e a estética da narrativa cinematográfica de horror. Como corpus, foram selecionados os seguintes filmes: Behind the mask: the rise of Leslie Vernon (2006), de Scott Glosserman; Diary of the dead (2007), de George A. Romero; The cabin in the woods (2012), de Drew Goddard; The last showing (2014), de Phil Hawkins; The final girls (2015), de Todd Strauss-Schulson; 10 Cloverfield Lane (2016), de Dan Trachtenberg. Por fim, concluiu-se que a metaficção pode representar uma forma ou um veículo de incentivo a uma vivência mais analítica da sétima arte.


Trinity: o triângulo arquetípico da DC
Marcelo Bolshaw Gomes; Dickson de Oliveira Tavares

O presente texto estuda o Batman, Mulher Maravilha e o Superman – personagens da DC Comics e matrizes das quais outros heróis foram elaborados. Analisa-se e resume-se dois artigos teóricos (GOMES, 2017a, 2017b) e duas dissertações de mestrado (TAVARES, 2017; PIERRE, 2017) demonstrando a universalidade de histórias dos super-heróis com os dramas humanos e as narrativas míticas.


Do Olimpo à Liga da Justiça: arquétipos mitológicos 
nos quadrinhos de super-heróis da DC Comics
Paulo Ricardo de Oliveira

O presente artigo visa tratar da relação existente entre os Super-heróis da DC Comics e os arquétipos mitológicos. O objetivo deste trabalho é apontar as possíveis inspirações em mitos ancestrais na criação e representação de alguns dos mais lendários heróis das narrativas contemporâneas. Utilizando o método da pesquisa bibliográfica em revistas em quadrinhos e livros teóricos sobre os temas histórias em quadrinhos, super-heróis, arquétipos e mitologia, o artigo conclui que as HQ de Super-heróis representam uma mitologia que traz em sua essência inspirações em arquétipos mitológicos.


Atualização da concepção sobre aquilo chamado de Zine
Omar Alejandro Sánchez Rico

Nesse artigo será exposta uma pesquisa documental que ofereça pistas sobre as características comumente atribuídas ao objeto aqui chamado Zine. A partir da leitura documental será feita uma análise que procurará atualizar o significado da palavra Zine, no marco das transformações sociais e técnicas dos últimos anos. A discussão se aproximará de três tópicos: uma revisão da noção de juventude e do alternativo, a incidência das mutações tecnológicas no entendimento das práticas de convívio agenciada pelo movimento dos Zines.


Gian Danton e o processo criativo nos quadrinhos
Entrevista por Marcelo Engster


Morrer, partir e retornar: um voo às memórias de infância com "O jogo das andorinhas"
Resenha por Sabrina da Paixão


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Edição completa
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