sábado, 30 de junho de 2012

O QUE ACONTECERIA SE O NOVO QUARTETO FANTÁSTICO TIVESSE CONTINUADO COMO UMA EQUIPE ?

Por Victor Vaughan - O Santuário


Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem tomado seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos conhecer os mais estranhos moradores que o Edifício Baxter já teve!
“O que aconteceria se o novo Quarteto Fantástico tivesse permanecido como um grupo”
Segundo Volume, #78 1995

Roteiro do americano veterano Chuck Dixon e arte do ilustrador argentino freelance Enrique Alcatena
O contexto até aqui: No início dos anos 90, uma falsa Mulher Invisível convenceu o Homem-Aranha, o Hulk, Wolverine e o Motoqueiro Fantasma que o Quarteto Fantástico havia morrido e portanto eles precisavam tomar o seu lugar por um tempo. Isso, claro, nos leva para uma história que envolve Skrulls, monstros gigantes (sempre eles) e até o obscuro o Toupeira. Tudo terminou, lógico, com a revelação de que o verdadeiro Quarteto Fantástico estava vivo e a falsa Mulher Invisível que era uma skrull, com seus limitados poderes psíquicos, tentando atingir a família mais famosa da Marvel com algum tipo de anel de poder, mas nada aconteceu. O anel dela não era essas coisas… Reed Richards tinha anteriormente trocado os artefatos antes que ela pudesse usa-lo. Nessa realidade, a senhorita skrull atinge a equipa momentos antes que o Senhor Fantástico fizesse a troca.
A história começa com Wolverine, Homem-Aranha e o Hulk melancólicos no funeral da equipe e discutindo o quanto foram incompetentes em resolver o conflito. O Motoqueiro Fantasma então aparece, o que para Logan foi uma benção, pois o baixinho queria mesmo acender um cigarro, e diz a todos que a falta do Quarteto deixou um grande vácuo no equilíbrio de forças no planeta. Que eles deveriam permanecer como um grupo e tentar achar a redenção por suas falhas. Típico do isqueirinho falar isso.

Assim que todos assumem a responsabilidade – algo fácil de acontecer entre os quatro – o novo Quarteto Fantástico se muda para o Edifício Baxter. O Homem-Aranha pondera se conseguirá se acostumar com a ideia de ter uma identidade pública, mas logo esquece essas questões ao ver Mary Jane o surpreendendo vestida num antigo uniforme colante da Mulher Invisível. Eles decidem alugar a maior parte do espaço livre do prédio para outras empresas enquanto o Hulk passa algum tempo como Bruce Banner tentando decifrar como a maioria das máquinas do Senhor Fantástico funcionam.
Quando o assunto é lutar os quatro são sempre eficazes: o novo Quarteto vence facilmente várias batalhas com antigos vilões do grupo que antes davam trabalho e até o Doutor Destino se incomoda com esses novos “charlatões”.
Algum tempo depois Mary Jane, ao tentar achar o robô H.E.R.B.I.E. – que havia sido reconstruído por Peter e Bruce – para que a ajudasse em alguma tarefa doméstica, é surpreendida por dois intrusos no edifício e nocauteada.
Enquanto isso o novo grupo discute sobre negócios que agora tem que gerir e custos que deverão cortar, mas eventualmente o Hulk acaba ficando irritado, ele e Wolverine estão entediados com todas essas burocracias. A discussão muda um pouco quando Peter insiste que, se eles são o Quarteto, devem agir  como tal: uma família. Isso faz o Hulk gargalhar, mas Wolverine se ofende e deixa claro que sua família são os X-men. Antes que os humores fiquem mais esquentados o prédio é atacado por Lady Lethal e Abominável, rivais de Logan e Banner.
Os dois vilões decidem mudar de combatentes, com Lady Lethal atacando o Hulk com suas garras de adamantium e o Abominável enfrentando Wolverine (mão foi o primeiro swing dos quadrinhos). O Homem-Aranha orienta Danny Ketch que saia dali e tente invocar o Espírito da Vingança: o Motoqueiro Fantasma; mas o jovem é interceptado pelo Super Skrull e Devos, que estão de posse do corpo inconsciente de Mary Jane. Ele não é reconhecido pelos criminosos mas, como aliado do Quarteto Fantástico, levaua boa rajada de força só pra garantir. Muito ferido, Danny alcança sua moto mística e começa a sua transformação.
Hulk não consegue imobilizar Lady Lethal e Homem-Aranha e Wolverine mal arranham o Abominável. A batalha segue intensa mas com o Super Skrull de posse do corpo de Mary Jane, Homem-Aranha perde o controle – lembrando-se do que aconteceu com Gwen Stacy, o aracnídeo se distrai e é abatido. O Motoqueiro é derrotado por Devos e Wolverine cai logo em seguida. Hulk – para variar – é atingido e arremessado para longe do edifício. Mary Jane acorda e segura o corpo de Peter amaldiçoando os vilões. O Super Skrull avisa-lhe que os heróis do Novo Quarteto Fantástico foram apenas os primeiros a cair. Mas uma voz fora do quadro da ação grita: “Não!!!” (olha o clichê aí, gente!)

Deus Von Machina.

O Homem-Aranha recupera a consciência e fala para Wolverine o quanto eles são horrorosos como um grupo. Logan admite que só existirá um único Quarteto Fantástico e eles nunca conseguirão se assemelhar com essa equipe. Logo todos se perguntam onde está Banner. Do outro lado da cidade, o Hulk sai de uma cratera dizendo: “Essa doeu!”
A revista termina com um trecho do diário de Mary Jane.
“E esse foi o fim do apartamento mais irado que eu já vivi na minha vida, o Edifício Baxter foi demolido um ano depois. Um luxuoso hotel foi construído em seu lugar e todos seguiram separadamente suas vidas. Peter diz que talvez eles não estejam à altura de salvarem o mundo, pelo menos não como um grupo. Bem… ele é o maior herói do mundo para mim e sempre será!”
Essa é uma leitura inusitada com um grupo de indivíduos tendo divertidas interações, na maioria das vezes entre o Hulk e Wolverine, que supostamente foram destinados no início de suas carreiras a serem inimigos. Alguns dirão que esses caras unidos, nada mais eram que uma paródia de segunda dos Defensores, com o mesmo conceito de grandes lobos solitários tendo que agir juntos como um grupo em prol de um bem maior, mas isso de forma alguma depõe contra o nível de qualidade da história. E é claro que no final das contas todos –  heróis, vilões e leitores, – tiveram que engolir o quanto o Doutor Destino é O CARA (até porque ele não se prestaria a deixar-se fotografar com o Maluf).
Homem-Aranha – Criado por Stan lee e Steve Ditko
Hulk - criado por Stan Lee e Jack Kirby
Motoqueiro Fantasma – criado por Roy Thomas e Mike Ploog
Wolverine - criado por Len wein e John Romita
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