quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sete filmes de 2014 piores que a derrota da seleção brasileira


 
Transformers: A Era da Extinção
Copa do Mundo no fim. Realidade batendo na porta e os cinemas voltando ao ritmo normal.
Quem ficou triste com a eliminação horrenda do Brasil pela Alemanha, acredite: há coisas piores.
Tanto que reuni facilmente as sete maiores decepções de 2014 no cinema. Prefiro ver o VT de Alemanha 7 x 1 Brasil com Galvão Bueno que rever algum desses filmes lançados neste ano.
1) “Transformers: A Era da Extinção”

O campeão. Imagine o jogo da seleção de Felipão contra a Alemanha, mas com 2h30 de duração e trocando os gols por explosões. O novo "Transformers" é isso: uma grande confusão com cenas de ação anestesiantes e péssimas atuações. Mas isso há em 99% dos filmes de Michael Bay. “A Era da Extinção” consegue ser mais idiota. O longa parece uma grande vitrine desarrumada para marcas de carros, grifes de roupas caras e refrigerantes –a pior é quando Stanley Tucci, uma espécie de Steve Jobs burro, foge por um prédio atacado pelos robôs do mal (ele mesmo ressuscita Megatron) e, ao chegar na cobertura, descansa e abre um refrigerador (?!) para beber um suco de caixinha chinês em close. Sim, Chinês, porque o filme sai de Chicago para Hong Kong sem a menor explicação a não ser abocanhar o mercado cinematográfico da China, hoje o segundo maior do planeta. Pelo menos deu certo; "T4" é o maior sucesso daquele país em todos os tempos, batendo “Avatar”.
2) “Transcendence – A Revolução”

 
Transcendence
Quando Wally Pfister, diretor de fotografia preferido de Christopher Nolan, anunciou seu primeiro longa como diretor, eu só pensei: “será incrível ou a maior bomba da história”. Infelizmente, deu a segunda opção. “Transcendence” é basicamente uma cópia de “ID4” misturada com “O Exterminador do Futuro”: cientista (Johnny Depp, mais caricato que nunca) cria uma tecnologia de consciência própria, é assassinado por terroristas pacifistas (!?) e “ressuscita” virtualmente. Ele quer o melhor para o mundo, cura doentes com nanotecnologia, mas o governo teme seu poder e se une aos mesmos terroristas pacifistas (?!) para derrotá-lo –levando um vírus à sua nave-mã... ops, seu HD central. Por cima de tudo, "Transcendence" ainda é feio e traz exageros de fotógrafos: dezenas de takes com a queda de um pingo (!?).
3) “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola”

 
Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola
Sabe todas as piadas bacanas de “Ted”? Então, esqueça. Seth MacFarlane gastou o arsenal no filme anterior. Seu novo longa é basicamente uma egotrip errada do comediante, que interpreta um caubói espertão, mas medroso. MacFarlane escreve, produz, dirige e “atua” em uma sucessão de tiradas ultrapassadas para quem viu qualquer episódio de “Uma Família da Pesada”. O filme não é apenas sem graça, mas chega a ser grotesco em determinados momentos escatológicos.
4) “Caçadores de Obras-Primas”

 
Caçadores de Obras-Primas
Isso não é um filme, mas uma desculpa para George Clooney passar umas férias pagas com os amigos na Europa. “Caçadores de Obras-Primas” tem uma premissa sensacional (grupo de soldados procurando proteger obras de arte durante o fim da Segunda Guerra Mundial) e uma execução lamentável. Clooney não sabe se está fazendo uma aventura à moda antiga, um drama de guerra ou uma comédia farsesca. Compreensível sua retirada da data prevista no fim do ano, reservada para os filmes de Oscar.
5) “Refém da Paixão”

 
Refém da Paixão
Outra grande decepção. Jason Reitman é um dos diretores jovens mais promissores em atividade. Fez “Juno”, “Amor Sem Escalas”, “Obrigado por Fumar” e “Jovens Adultos”, que mesmo sendo o mais fraco deles, ainda é um belo filme. Mas em seu primeiro “romance adulto”, Reitman fez um novelão de corar leitora de “Júlia & Sabrina”: dona de casa (Kate Winslet) com pavor de sair de casa tenta criar o filho normalmente até virar refém e se apaixonar por um fugitivo (Josh Brolin) galã e prendado (?!).
6) “Need for Speed”
 
Need for Speed
Faz “Velozes e Furiosos” parecer “Cidadão Kane”.

7) “Malévola”

 
Malévola
Adoro a ideia do poder feminino e do “beijo de amor verdadeiro” que desperta a princesa Aurora, mas o roteiro do filme é completamente sem sentido: rei teme que sua filha seja morta aos 16 anos pela bruxa má e envia a neném para viver 16 anos com três velhas senis que quase a matam pelo menos umas cinco vezes antes desses 16 anos. Isso é que exemplo de pai.
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