quarta-feira, 4 de junho de 2014

E o novo diretor do filme do Homem-Formiga é…

 Homem-Formiga
Temos certeza que você já sabe que, depois de uma longa relação/gestação, enfim Edgar Wright acabou se desligando do projeto do filme do Homem-Formiga, da Marvel Studios, aquela que parecia ser uma de suas produções mais promissoras e distintas. E também não nos restam dúvidas de que você já está por dentro do motivo: a Marvel andou querendo colocar a mão demais no roteiro de Wright, mudando completamente o tipo de filme que ele queria fazer.

O que talvez você AINDA não saiba é que já está circulando nesta gloriosa imprensa especializada em entretenimento uma lista de nomes nos quais a Marvel estaria potencialmente pensando para assumir a cadeira de diretor. Os informantes mais, digamos, bem-informados, apostam todas as suas fichas em Adam McKay, que segundo alguns deve ser anunciado oficialmente nas próximas horas. Ele já dirigiu, entre outros filmes, os dois filmes da série O Âncora (e, portanto, já conhece bem Paul Rudd).
Em mais uma reviravolta no caso, McKay confirmou as conversas com a Marvel. Mas disse, no Twitter, que não conseguiu conciliar agendas e já tem outros projetos com os quais se comprometeu.
Homem-Formiga
Os outros nomes da lista são Rawson Thurber, das comédias Com a Bola Toda (aquele da queimada, com o Ben Stiller e o Vince Vaughn) e o recente Família do Bagulho (com a Jennifer Aniston e o Jason Sudeikis), Ruben Fleischer (Zumbilândia, Caça aos Gângsteres), e, correndo por fora, Jonathan Levine (Meu Namorado é um Zumbi).
Embora eu tenha uma tendência a preferir muito mais Fleischer do que Thurber, antes de qualquer coisa, é preciso entender que todas estas opções indicam, ainda que numa análise apressada e superficial, uma tendência clara do tipo de filme que a Marvel pretende fazer. Uma comédia. Minimamente, um filme que abuse mais do humor do que os filmes anteriores do estúdio – brincando com o exagero e o ridículo da situação de um sujeito que pode diminuir de tamanho. Talvez uma versão super-herói de Querida, Encolhi as Crianças (o filme que, aliás, frustrou Stan Lee quando, no passado, ele tinha certa obsessão em levar o diminuto herói aos cinemas). Um filme diferente do gênero “ladrão” que Wright tinha sonhado, algo como um Onze Homens e Um Segredo com o gás Pym.
Vamos ser honestos: quando a Marvel anunciou que faria o filme dos Guardiões da Galáxia, ficou todo mundo empolgado pelo inusitado da coisa. Pô, como assim, a Casa das Ideias vai fazer um filme, e para cinema, com aquele grupo desconhecido de desajustados espaciais? Um enorme homem-árvore, um guaxinim falante? Seria lindo. Mas a coisa com o Homem-Formiga era bem diferente. Um dos principais motivos pelos quais o projeto estava na lista de todo fã que se preze era a justamente a presença de Edgar Wright. Aqui, o diretor era muito maior do que o personagem, um herói menor, pouco conhecido e sem muitos atrativos aparentes.
Wright é um fã de quadrinhos declarado. Com excelente timing para a comédia, ele sabe mesclar divertidas e inusitadas cenas de ação com piadas que misturam ótimas referências pop e um tipo de humor que conversa tanto com o pastelão americano quanto com o non-sense inglês. Uma atração à parte. Um diretor com assinatura – quem viu a adaptação cinematográfica de Scott Pilgrim logo ficou imaginando que tipo de recurso visual ele tinha preparado para um filme da Marvel, uma espécie de nirvana para todo devoto da indústria hollywoodiana.
Pensar em um substituto que seja uma opção um tanto óbvia pela comédia mais pastelão tira muito da graça do projeto. A lista de selecionados da Marvel tem um gosto, digamos, meio genérico. Mesmo Ruben Fleischer, que soube fazer um trabalho interessante no hoje cultuado Zumbilândia, não é o tipo de cineasta que deixaria uma marca como Wright. Seria mais um. Mais um facilmente controlável e contornável. Talvez fosse o momento de optar por um cara como Kevin Smith – que escreveu quadrinhos, que dirigiu filmes que falavam sobre quadrinhos mas que ainda não teve a chance de fazer um filme baseado em quadrinhos. Faria sentido?

Por que não, por exemplo, apostar no duo Phil Lord e Christopher Miller, que mostraram trabalho em Anjos da Lei e na animação Uma Aventura LEGO? Ambos mostraram uma boa vocação pop e uma inteligência gostosa de ver. Será que este seria um projeto pequeno demais para Brad Bird, por exemplo? É um velho conhecido da Casa do Mickey Mouse e que já provou saber fazer um bom filme de heróis retrô com uma pitada de comédia (Os Incríveis, alguém?). Que tal buscar em outro nerd devoto, Genndy Tartakovsky, que faz um brilhante trabalho em animação, a chance de abrir os trabalhos no mundinho live-action? Pegue Samurai Jack e você vai entender que de ação, rapaz, o cara entende. Por falar em abrir portas, diabos, de repente Jared Hess poderia trazer o ar indie de Nacho Libre e Napoleon Dynamite para o coração da Marvel. É um cara de comédia, caramba, mas não é um cara de comédias que subestimam a sua inteligência. Pô, gente, sério, eu aceitaria até mesmo um John Hamburg da vida. O camarada fez o simpático Quero Ficar Com Polly (Oi, Bó! =D) e ainda trabalhou com o Paul Rudd – até o momento, protagonista da trama – em Eu Te Amo, Cara.
Uma coisa, no entanto, é fato: esqueçam Brett Ratner. É sério. Isso não é um aviso. É uma ameaça.

Via Judão
 
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