quarta-feira, 5 de março de 2014

Enfim, o Flash!

Parece que foi ontem que comecei a ler e colecionar revistas do Universo DC. Isso foi em 2005, pouco depois do encerramento da 4ª temporada de “Smallville“, que passei a acompanhar assiduamente até o fim. O Flash tinha aparecido na série na forma de Bart Allen, o Kid Flash dos quadrinhos, e Geoff Johns terminava seu aclamadíssimo “run” pelo título mensal do personagem de forma apoteótica. Me lembrei que, quando criança, o querido velocista escarlate já tinha ganhado um programa seu e tratei de rever aquilo o mais rápido que pude.
Tá, foi uma experiência meio maluca porque algumas coisas realmente passavam da chamada “regra dos 15 anos”, já outras eram risíveis. John Wesley Shipp não era um grande ator, mas era bastante dedicado ao papel de Barry Allen, e a bela inglesa Amanda Pays fazia muito bem o interesse romântico / lado científico da série ao interpretar Tina McGee, uma personagem recentemente adicionada à mitologia do herói nos quadrinhos – criação de Mike Baron e Jackson “Butch” Guice – que trabalhava para os STARL Labs. O episódio piloto, lançado em VHS no Brasil como “The Flash – O Último Vingador“, apresenta de um jeito muito bacana como é a transposição do personagem para a TV, mas o que viria a se tornar a série não resistiu ao machado do cancelamento.


The Flash” se foi por diversas razões, que incluem mudanças de horário e competição forte com outros programas. Segundo o livro “Age Of TV Heroes: The Live-Action Adventures Of Your Favorite Comic Book Characters“, da TwoMorrows Publishing, a segunda temporada do programa mostraria a Galeria de Vilões do personagem se unindo pela primeira vez para derrubá-lo.
De qualquer forma, ainda que um pouco de nostalgia faça parte do foco deste artigo, o que quero dizer é que demorou para eu entender o Flash. Logo de cara percebi que era ele melhor – e muito – que o velocista mutante da concorrência, mas foi só com muita insistência de um outro membro do site que fui entender o Flash de fato: Brunão.
Depois de ouvi-lo falar tantas vezes que o material do Mark Waid era um verdadeiro quebrador de barreiras no que fiz respeito ao tratamento dado a um super-heróis e sua persona sem a fantasia é que fui me dar conta do que estava perdendo. Hoje, cerca de 4 ou 5 depois, posso falar, sem sombra de dúvida, que aqueles que duvidam do potencial do personagem para estrelar seu próprio programa podem se surpreender tanto quanto eu ao ler o arco “Velocidade Terminal“, publicado originalmente em “The Flash Vol.2 #0, #95-100“. Aquilo mudou minha mente para sempre. Deve mudar a de vocês também =)
Enquanto isso acontecia o personagem passava por diversas mudanças na cronologia oficial da DC, que incluíram um retorno de Wally West e de Barry Allen na minissérie “Flash: Renascimento“, o que foi vistode forma muito melhor por fãs mais antigos do personagem do que pelos mais novos. A partir daquele momento já se sabia que um filme do personagem, planejado para os anos 2000, havia sido abandonado, e a base de HQs para uma adaptação fiel a outras mídias estava confusa.
O coração dos fãs só foi se acender de esperança depois dos “Novos 52″. Com Brian Buccellato eFrancis Manapul assumindo as rédeas da cronologia do herói as coisas passaram a fazer mais sentido e Barry Allen realmente se tornou um personagem mais carismático, jovial e, acima de tudo, identificável. Logo em seguida veio o seriado “Arrow”, que adaptava a vida do Arqueiro Verde para as telinhas sem tomar nada do que foi feito em “Smallville” como base, e isso gerou mais esperança ainda de que, um dia, o Flash pudesse mostrar na TV, finalmente, todo o seu potencial. E esse dia está chegando.
A chegada deste novo Flash é realmente uma bela oportunidade fãs do personagem e da DC de modo geral. Para alguns, certamente é como um sonho se tornando realidade, portanto, nada mais justo que dar ao ator Grant Gustin e à DC Entertainment uma chance. Até agora, eles têm feito por merecer.
Flash é o homem mais rápido do mundo e o primeiro velocista dos quadrinhos. Assim como outros heróis da DC Comics ele tem um grande legado e teve várias identidades através dos anos, sendo que o primeiro deles foi Jay Garrick, batizado de Joel Ciclone no Brasil. Na Era de Prata veio Barry Allen, com o uniforme todo vermelho que passamos a conhecer, tendo sacrificado-se na Crise nas Infinitas Terras e passando sua identidade ao sobrinho Wally West, que ganhou sua própria revista tendo durado por cerca de 20 anos. Bart Allen, ex-Impulso, chegou a ser o Flash por pouco tempo, mas morreu e voltou como Kid Flash. Barry, após ressuscitar, tornou-se o Flash novamente, dividindo a identidade com Wally. Após o DC Relaunch apenas Barry existia, mas Wally West também retornou em nova roupagem.
Via Terra Zero
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